
Para os que gostam de teorias da conspiração, o programa Apollo poderia ser um tremendo elemento de distracção dos problemas da política interna e externa da altura.
De uma forma ou de outra, estas a muitas outras motivações, concretizadas ou não, beneficiaram do sucesso avassalador deste projecto. No entanto, a história mostra-nos que nenhuma foi suficientemente persuasiva para permitir a continuação do investimento necessário.
Para além de tudo isto, existiu algo mais que tornou tudo isto possível. O medo! O medo foi o grande motivo que tudo permitiu. Três presidentes, centenas de congressistas e as equipas privadas e governamentais tinham medo no tipo de mundo que teríamos se os US não conseguissem o sucesso. Não estavam com medo de Aliens, epidemias ou depressões económicas, mas sim do ajuste de alinhamentos num mundo no qual a tecnologia e liderança Americana ocupariam um plano secundário e consequentemente seria uma opção de segundo plano nos negócios, na cultura e na segurança.
O triunfo de Moscovo como primeira potência na corrida ao espaço causou uma tremenda impressão na opinião pública, nos membros do governo, em líderes económicos e intelectuais à volta de todo o mundo. Se a União Soviética conseguisse solidificar a sua superioridade no espaço, o símbolo do futuro, conseguiria influenciar o coração, pensamento e esperança de milhões de pessoas. O estilo de vida comunista iria tornar-se num modelo bem mais atractivo para muitas outras nações.
Tudo isto traria profundas consequências comerciais e diplomáticas sem qualquer benefício para os Estados Unidos. Os custos de tal mundo - desde perdas comercias até a perda de aliados - seria muito mais vasto do que o dinheiro gasto em todo o programa Apollo.
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