
Em 1922 Le Corbusier propunha um tipo de habitação unifamiliar para trabalhadores destinada a ser construída em série. Chamou-lhe a Maison Citrohan, por analogia fonética com Citröen. Na verdade, consta que o criador da máquina de habitar era um admirador incondicional de André Citröen e da sua indústria automóvel que reproduzia em França os métodos que Henry Ford aplicava com sucesso nos Estados Unidos.
Mas parece que não terá conseguido o patrocínio ou a autorização necessária para que o nome do industrial figurasse num dos seus projectos-manifesto. Por esta razão se virou para outra indústria, os Automóveis e Aviões Voisin, que mais tarde viria a dar o nome ao plano de expansão urbana de Paris.
E qual não é o meu espanto quando ontem, ao passear na rua, descobri nada mais nada menos que... uma Casa Citröen! Não será tão antiga como a original mas é portuguesa, concerteza. Afinal estivemos lado a lado com os pioneiros da arquitectura moderna. Definitivamente há que rescrever a História. Viva Portugal!

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