Tomás Taveira
No outro dia alguém com sentido de humor me mostrou este postal:

De seguida perguntaram-me o que é que eu achava, ao que exclamei: "Alguma taveirada"! Nem de propósito. Olhando para o verso do postal lá estava em letra discreta no canto superior esquerdo o seguinte dístico:

Pois é. Ele outra vez. E Prof., se faz favor!... Ocorreu-me então que, há pouco tempo, visitando o Fórum de Arquitectura, encontrei lá um tópico referindo este personagem sob o título O Taveira tem uma grande cunha. Comentadores de vários quadrantes interrogavam-se ali sobre o porquê deste arquitecto continuar a projectar e a construir obras de vulto. Questão pertinente. Vale a pena falar disso...
Tomás Taveira exerce arquitectura há mais de trinta anos, julgo eu. Sempre fez obras exuberantes na forma e, sobretudo, no cromatismo. Estas características têm sido continuadamente procuradas e acentuadas ao longo do seu percurso profissional, demonstrando uma certa coerência e não apenas um desejo gratuito de moda, o que joga em seu favor.
Acho que sempre procurou ser polémico. Foi, de resto, a polémica que lhe deu notoriedade: primeiro com as Amoreiras, o seu projecto mais mediático; segundo com a cassete onde, de uma forma involuntária e nada arquitectónica, pôs este país a falar de arquitectura. Justiça lhe seja feita!
E Tomás Taveira tem o mérito de ter sabido gerir a polémica em torno de si e da sua obra. Além de polémico tem sido empreendedor, combativo e atento às oportunidades. Talvez seja apenas isto e não uma "grande cunha" a chave do seu sucesso.
Mas, já agora, gostaria de dizer mais alguma coisa sobre a sua obra. É certo que Tomás Taveira é muito hábil a "colar" num edifício elementos de proveniências díspares mas as justificações que dá são pouco consistentes, pelo que a sua arquitectura se parece reduzir a um mero jogo formal e semântico. Parece que vale tudo! Mas esta arquitectura é de difícil aceitação por parte do público. Longe de tornar os edifícios significantes e identificáveis, gera a confusão: lembra uma espécie de discurso desarticulado ou disléxico de elementos visuais.
Esta atitude "ligeira" é frequentemente encontrada em arquitectos com uma formação mais aberta e ecléctica, tipicamente das escolas do Sul ou mais recentes, em oposição às escolas do Norte ou mais antigas, que revelam uma postura mais fechada e, por vezes, até reaccionária. É saudável mas perigosa se não for acompanhada do rigor e reflexão necessários. A arquitectura é tudo menos ligeira.
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4 comentários
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Penso que o teu blog tem potencial para substituir o LAC do Projecto nas próximas semanas.
Continua assim. Está excelente.
A Aranha Tecelã em 5 de novembro de 2004 às 03h10
Já quase nos faltam palavras para classificar a situação vergonhosa e escandalosa para onde os “donos da ordem” atiraram a instituição e os licenciados, Arquitectos por direito.
Já tudo foi dito, já tudo foi comprovado e denunciado desde há 5 anos para cá. O capricho, a teimosia e a arrogância têm sido os argumentos da meia dúzia de “putos” mimados, com a conivência de uma presidente mais interessada na política do que na arquitectura e que por isso está ausente.
A este mesmo “grupinho” a quem nenhuma capacidade ou competência foi exigida para que lhes passassem a chamar arquitectos arrogam-se, agora, em pretensos salvadores da dignificação de uma classe sendo que o único contributo que dão à mesma, é o seu desprestígio total.
Nem a classe dos arquitectos nem a Arquitectura se podem compadecer deste tipo de experimentalismo juvenil, diria mesmo, infantil que perante tudo o que é óbvio teimam em seguir um sistema cuja marca ficará inscrita como a da maior incompetência e de consequências mais nefastas.
O parecer do Provedor mais não fez do que corroborar tudo o que já havia sido reivindicado e explicado mil vezes pelos arquitectos discriminados e humilhados. As decisões dos tribunais sobre os processos que entretanto decorrem também não poderão deixar de ser diferentes, face às mesmas queixas e em face das mesmas leis.
No entanto, sabemos que estamos perante um grupinho de pessoas habituadas a violar as regras e as leis e que já nada tendo a perder – porque o castelo ruiu – não terão escrúpulos em perseguir os seus intentos até onde lhes for possível.
É bom que se saiba que os arquitectos discriminados sabem o que fazem, o que têm direito, o mal que lhes foi causado e quem o causou.
Um abraço a todos
E , mais do que nunca, estamos cá dispostos a tudo!
in arqportugal.blogspot.com
arquito em 7 de novembro de 2005 às 12h10
taveira taveira
es nosso padroeiro
e para o provares
foste ao cu ao mundo inteiro
ginga pra frente
ginga pra tras
cuidado cuidado
o taveira vem por tras
se keres ser um homem
de pila bem dura
junta-te a nos
e vem para arquitectura
ucp allez allez!
to mane em 30 de setembro de 2007 às 00h28
Parece-me q as pessoas q usam o anonimato para ofender,deviam ser banidas,para não dizer banidas e responsabilizadas pelas muitas vezes imundas acções!
Estamos aqui perante um caso tico de baixeza moral e tb cultural.A antropologia cultural portuguesa actual,não pode enveredar por estilos de comportamento esquizoides como o q é demonstrado no poema de cordel barato,que acima a WIK nos mostra...Salvo melhor opinião os links externos deviam ser "selecionados"para se evitarem estas invasões de imundice!
guetty52 em 17 de outubro de 2007 às 19h05