


ATENÇÃO: Este post pode parecer deliberadamente provocador...
Servindo-me do tema de um artigo anterior proponho agora um pequeno exercício. São apresentadas três imagens: duas de obras paradigmáticas da arquitectura ocidental e uma terceira de uma construção corrente encontrada numa qualquer rua do nosso país. As duas primeiras dispensam apresentções. As três têm em comum o facto de se servirem da escultura, ou melhor, da estatuária para conseguir algum ganho estético. E, no entanto, há apenas uma delas que pretende também alcançar um valor simbólico.
Dir-me-ão que só aparentemente há semelhanças, que há coisas que não se podem meter no mesmo saco, que a comparação é forçada e despropositada, que umas são Arquitectura ou Arte e as outras não. E eu pergunto: porquê? Por causa do seu grau de erudição? Por causa da "intenção" que está subjacente a cada uma delas? Por causa da qualidade estética da arquitectura e da escultura?
Acho que a veracidade ou a validade de toda e qualquer teoria passa pela verificação do seu funcionamento em condições extremas, a roçar o limite e o absurdo. Por isso proponho este "exercício" que, embora possa parecer provocador, é salutar. Quem tem medo de o fazer?
Nota final: eu gosto sempre de lembrar que a Arte e a Cultura andam de mãos dadas com a Sociedade e que as ocasiões onde se registaram maiores avanços no campo artístico foram aquelas em que se relançaram as suas bases e se redefiniram os seus limites... sem medo!
Já conheçe a nossa newsletter semanal? Receba ao fim de semana o que melhor aqui se falou nos outros dias. Com base na popularidade dos artigos e no nosso criterio editorial, somente o melhor, ao sábado! Assine já!
Os comentários a este artigo são da exclusiva responsabilidade dos seus autores e não veiculam a opinião do obvious sobre as matérias em questão.