Segundo tenho visto por aí parece que os artigos que escrevo sobre arquitectura são considerados muito "académicos".
É uma observação interessante e não totalmente descabida. Pode de facto assim parecer porque se trata de um discurso que vem "de fora" e que não recorre à linguagem habitual dos arquitectos. Mas pode também dar essa ideia a quem não esteja muito habituado a teorizar sistematicamente. Muito ocupados com questões práticas da profissão são poucos os arquitectos que realmente reflectem sobre a arquitectura que fazem – é pena, mas percebe-se.
Não tenho veleidades pedagógicas. Apenas pretendo reflectir e partilhar as minhas lucubrações porque penso que isso pode ser útil e agrada-me saber que sou lido por personalidades diversas, alguns arquitectos, uns subscrevendo as minhas considerações, outros discordando frontalmente. E isso é bom para todos.
Um dos aspectos que tenho abordado é precisamente o da linguagem arquitectónica: o seu domínio semântico e as razões da sua escolha. Penso que este é um tema que importa a todos, arquitectos e utilizadores de arquitectura em geral, e que devia ser debatido mais profundamente. Seria também interessante ver esta questão de uma perspectiva mais prática, deixando de lado o tal academismo e encetando uma abordagem... digamos... empírica. Começo amanhã.
Os comentários a este artigo são da exclusiva responsabilidade dos seus autores e não veiculam a opinião do obvious sobre as matérias em questão.