
"Se o conhecimento das diversas composições arquitectónicas antigas e modernas pode auxiliar o artista, fazendo-o ver como outros procederam antes dele, pode tornar-se também um empecilho; (...)
No nosso tempo, para compor uma obra de arquitectura, é preciso, mais do que nunca, basear-se com enorme firmeza nos princípios verdadeiros, invariáveis, da arte, e investigar com método os conhecimentos adquiridos por outras artes anteriores. (...) Esquecendo estes princípios, poderemos ser decoradores mais ou menos hábeis, mais ou menos elogiados, na medida em que interpretemos bem ou mal as tendências da época; mas não seremos arquitectos; (...)
Assim, para projectar, é preciso ater-se às leis imutáveis da arquitectura que fazem parte do bom senso, e depois encontrar entre a mente e as mãos uma forma que permita exprimir o que a imaginação concebeu, o que a razão ditou. Não podemos exigir ao arquitecto que seja um génio; mas o que teremos sempre o direito de reclamar é a ponderação e uma forma compreensível.
Tradução livre de "Entretiens sur l’architecture" de Viollet le-Duc. (8ème entretien: sur quelques principes touchant la composition architectonique sur les causes de la décadence d l’architecture)
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