Burri era médico e só começou a "pintar" na altura em que esteve preso num campo de prisioneiros americano. Utilizou para isso materiais pouco convencionais, que era os que tinha à mão: sacas de serapilheira, placas de madeira, de ferro, cola, materiais plásticos que amassava, dobrava e queimava com uma tocha... Daqui resultavam composições rudes e agressivas com pregas, dobras e manchas que lembravam feridas e cicatrizes, um reminiscência da sua profissão ou da experiência da guerra.
Independentemente destas semelhanças ou "interpretações" - que o autor desprezava - Burri foi o iniciador de uma nova expressão artística de grande impacto visual e expressividade apoiada nas possibilidades estéticas dos materiais em "bruto".




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