
O horror
Janelas que me enfurecem sobremaneira:
· Umas pequeníssimas com uma proporção horrível (tipicamente 1,20m de largura por 0,80m de altura) com a caixa de estore marcada e o parapeito a sair 3 cm para cada lado; aparecem orientadas indiscriminadamente quer a Norte quer a Sul em casas com aspecto competente (aquelas pintadas de cor de pêssego e com TvCabo) ou incompetente (aquelas em que a humidade deixa ver as fiadas de tijolos por trás);
· Aquelas com muitos vidrinhos pequeninos (sobretudo se se trata de um vidro duplo único com uns perfis lá por dentro – é mais fácil de limpar, dizem eles e elas...); se são em madeira acompanham geralmente de uns arrebiques característicos que deram ao carpinteiro o triplo do trabalho que dariam se fossem lisas – mas ele gosta e até insistiu porque ficava bem...
· Os enormes envidraçados sem estores, com portadas que nunca funcionam ou reposteiros que não conseguem tapar a luz que entra a jorros pela casa adentro; o vidro é habitualmente fumado, verde, e o projecto de arquitecto “modernaço”;
· As janelas espelhadas (ou não são janelas?) que cobrem todas as fachadas de grandes edifícios comerciais ou de escritórios que projectam reflexos insuportáveis por toda a rua, praça ou avenida onde se encontram, com aparelhos de ar condicionado pendurados que pingam sobre os transeuntes no passeio;
· Portas (que são janelas que vão até ao chão...) sem caixilhos, só com vidro; têm umas ferragens ridículas em cima e em baixo a servir de dobradiças e fecho ao mesmo tempo; como não se vêem bem depois põem-lhes umas marcas para o pessoal não bater com o nariz na porta (ou na janela)...
Mas há mais...
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