A propósito do meu post recente que intitulei O Tempo e a Arquitectura o nosso vizinho escreveu um artigo magnífico, cuja leitura recomendo, sobre o falso culto da juventude, sobre o longo percurso que vai do licenciado ao arquitecto e sobre o resgate da velhice.
Em entrevista não muito antiga ao Expresso António Lobo Antunes dizia esta coisa belíssima:
É muito difícil fazer um bom romance antes dos trinta anos. Para escrever tem de se ter vivido. Um homem com quem aprendi muito foi o professor Eduardo Cortesão, que me fez gostar da psiquiatria. Ensinava-nos a técnica e depois dizia: «Agora esqueçam tudo e vão lá para dentro». Escrever é um pouco isso: tem que se esquecer tudo.
Picasso dizia algo como ter levado a vida inteira para se tornar jovem...
Caetano Veloso escreveu em "Força Estranha":
Eu vi muitos cabelos brancos na fronte do artista, o tempo não pára e no entanto ele nunca envelhece...
Os comentários a este artigo são da exclusiva responsabilidade dos seus autores e não veiculam a opinião do obvious sobre as matérias em questão.