Quatro Tempos

Publicado em arquitectura por seven em 15 abr 2005 09:08 AM | 1 comentário

A propósito do meu post recente que intitulei O Tempo e a Arquitectura o nosso vizinho escreveu um artigo magnífico, cuja leitura recomendo, sobre o falso culto da juventude, sobre o longo percurso que vai do licenciado ao arquitecto e sobre o resgate da velhice.

Em entrevista não muito antiga ao Expresso António Lobo Antunes dizia esta coisa belíssima:
É muito difícil fazer um bom romance antes dos trinta anos. Para escrever tem de se ter vivido. Um homem com quem aprendi muito foi o professor Eduardo Cortesão, que me fez gostar da psiquiatria. Ensinava-nos a técnica e depois dizia: «Agora esqueçam tudo e vão lá para dentro». Escrever é um pouco isso: tem que se esquecer tudo.

Picasso dizia algo como ter levado a vida inteira para se tornar jovem...

Caetano Veloso escreveu em "Força Estranha":
Eu vi muitos cabelos brancos na fronte do artista, o tempo não pára e no entanto ele nunca envelhece...

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1 comentário

É a categoria da memória, caros amigos, o grande ganho dos trinta; era aquilo de que tratava Ingborg Bachmann num de seu romances. Perdemos algo, e ganhamos outra coisa, a possbilidade de usar a memória.

Oscar Mourave em 15 de abril de 2005 às 16h45

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