Sempre achei a série Astérix genial e a justa medida do seu brilhante autor que foi Goscinny. Um dos méritos que sempre atribuíram a esta BD foi o da existência de diversos níveis de leitura em estratos perceptíveis por leitores mais ou menos informados. Quase sempre para além da história superficial - mas bem contada - é possível encontrar o olhar que Goscinny tinha do mundo, ora terno ora cáustico, mas sempre certeiro.
Uma das áreas frequentemente criticada era a da Economia. Através do recurso a metáforas subtis eram dadas pequenas lições muito expressivas de como funciona (ou devia funcionar) o mundo do dinheiro, do comércio e dos negócios. Pela enésima vez folheio os livros da colecção e não resisto a partilhar algumas dessas preciosidades.
Lição 1: uma antevisão da globalização
No Escudo de Arverne explica-se como a circulação de bens e mercadorias gera riqueza que, por sua vez, é reinvestida. Aparentemente todos teriam o mesmo se não comprassem vinho e carvão uns aos outros mas não, assim têm também dinheiro. Rompem o circuito fechado e injectam capital indo vender o mesmo vinho e carvão a Lutécia...


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