
Um post do nosso vizinho um ponto de fuga sobre a casa da cascata - mais conhecida como Fallingwater - de Frank Lloyd Wright trouxe-me à memória uma história tido como autêntica da sua génese. A história era contada por um discípulo, de seu nome Edgar Tafel, que trabalhou com o mestre como "senior" em algumas das suas obras mais relevantes, como a fábrica Johnson Wax, a casa Wingspread e... Fallingwater.
Tafel dizia que Mr. Wright pouco desenhava (pelo menos na altura e que trabalhou com ele) mas tinha tudo dentro da cabeça. Neste caso concreto tinha vindo a manter contactos telefónicos com Edgar Kaufmann em que o informava do andamento dos trabalhos. Os seus colaboradores viam com apreensão esta atitude do seu mestre pois nem um único desenho havia feito...
Um dia Kaufmann mostrou-se interessado em ver in loco o "fabuloso projecto da sua casa", nas palavras de Wright. Telefonou a dizer que chegaria daí a poucas horas, ao que Wright respondeu com aquela convicção que tanto o caracterizava: "OK, Mr. Kaufmann, está tudo pronto à sua espera". Foi o pânico entre os colaboradores!
Depois Wright serenamente estendeu papel sobre a mesa e começou a afiar os lápis. Desenhou uma planta; depois outra; os colaboradores, febrilmente iam-lhe dando lápis afiados... Tafel, à medida que as plantas iam surgindo, desenhava as elevações. A "Casa da Cascata" ficou ali pronta no seu aspecto quase definitivo a tempo de ser apresentada a Kaufmann.
Mais tarde veio o desenho dos pormenores. Wright chegava à sala de desenho, pegava num compasso e desenhava um círculo. Dizia: "Aqui é a lareira; isto é uma caldeira para aquecer água; a água deve cair em cima da pedra quente, produzir vapor e fazer o ruído característico da evaporação que se misturará com o crepitar do fogo. Pormenorizem isto!"
Era assim o génio de Mr. Wright.
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