Mistérios rodoviários

Ainda não entrou em vigor a obrigatoriedade do uso de coletes reflectores e já os ditos cujos se vulgarizaram com a velocidade de propagação de uma epidemia! Qual é o mistério?
Será que era uma necessidade efectiva alojada no subconsciente colectivo que o novo Código da estrada libertou? Será que era um sonho secreto de infância reprimido por uma paternidade tirana e castradora? Um desígnio divino? Ou, pura e simplesmente, não se encontravam à venda?
Seja qual for a razão é certo que a moda pegou. Mas o que me intriga verdadeiramente é a necessidade de ostentação daquele artefacto luminescente pendurado nas costas dos bancos dos carros... Até parece que isso guinda os seus orgulhosos proprietários a um estatuto mais elevado, quiçá de condutores/cumpridores...
Mas não se julgue que o sucesso ficou confinado aos cidadãos automobilizados! Ao longo dos caminhos que levam a Fátima é possível verem-se humildes pedestres, penetrados de profundo fervor religioso, que ostentam orgulhosamente o seu colete reflector. Porque nisto da segurança rodoviária não há milagres... (razão pela qual eu me inclino para a hipótese do desígnio divino). O Mistério de Fátima seria... um colete?

PS - E já agora que estamos a falar de mistérios alguém me explica porque é que os velhotes conduzem com um boné posto na cabeça?
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3 comentários
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Essas são inquietações das quais eu partilho! mistérios insondáveis do comportamento lusitano.
Roberto Kalley em 12 de maio de 2005 às 08h52
desculpa ser tão castrador, mas é o seguinte...
fiquei curioso em ver o teu site, e assim o fiz. E tens os meus parabens por tentares intervir de algum modo nas questões lusitanas,pois parados é que nao vamos a lado nenhum é bem verdade... e por ai te felicito novamente...
mas...
Á pouco questionavas se os estádios eram bonitos ou não, nao sei se percebes algo de arquitectura, mas duvido...
Quanto aos coletes,é o seguinte, vivemos num país que se acomodou à muitos séculos à possibilidade de vivermos no meio do seio cristão, para além de as nossas crenças serem por vezes geradoras de inumeras acções que nem todos compreendemos
... como bom critico que és, tens de igual modo dar o beneficio da dúvida se isso é viável ou não, cada um leva a cabo as suas crenças e descrenças como quer e bem deseja
.
Agora é assim,..., se falas de fátima e do caso do milagre como algo que te permite ser "fora" do circuito cristão e que te permite estares na moda de "achares que a fé é pirosa", pensa o seguinte...
se um desses "humildes pedestres, penetrados de profundo fervor religioso, que ostentam orgulhosamente o seu colete reflector", fosse a tua mãe, avó, tia, pai e por alguma razão, gosta-se de ir a fátima e lá fosse constantemente,seja qual for a razão (que já à partida não tens nada a ver com isso), preferias qual das seguintes opções?
a. somos herois e nada nos faz mal
b. somos estupidos e nada nos faz mal
c. ou deixamo-nos de burrices como a tua e preocupamo nos com a nossa segurança
porque sabes quando tiveres um dia em casa, depois de rejeitares o teu "profundo fervor religioso", de ressaca de uma bebedeira que apanhas te na noite anterior, com os teus grandes amigos de sempre, e te acordarem a ligar e te disserem que: "a tua mãe morreu atropelada por não ter sido vista por um velhote que conduzia com um boné posto na cabeça"...
sabes nessa altura pensas, por que não somos como os espanhois, que têm o colete obrigatório no código à mais de dez anos, ou melhor, que em vês de um colete, têm dois...
p.s. desculpa se tiver erros, sou fervorasamente deslexico
eu mesmo outra outra vez em 16 de maio de 2005 às 02h50
Também já tinha reparado no facto de cada vez mais se usar os colete nas costas dos bancos e só digo isto: What´s Wrong With you people?!
Pedro Santos em 22 de maio de 2005 às 11h00