Há quem diga que hoje em dia os carros são todos iguais e talvez tenha razão. Já não se fazem carros como antigamente? O design está esgotado? Houve, porém, um tempo em que ainda tudo estava por inventar, em que o automóvel era uma máquina fabulosa, um sonho que muitos acalentavam e poucos realizavam.
Um dos meus automóveis de culto é desse tempo: o Isetta. Quem se lembra dele, um triciclo com um motor de scooter e uma porta única frontal? O rolling egg, o bubble car – esse mesmo!
O Isetta é um produto típico da indústria italiana do pós-guerra e o seu nome de baptismo significa literalmente “pequeno Iso”, referência à fábrica de frigoríficos Iso, de onde era oriundo. A procura de pequenos veículos utilitários por parte da população sem meios para comprar grandes automóveis levou à génese deste micro-carro que foi apresentado ao público no Salão Automóvel de Turim em 1953.
A maquineta era genial! Tinha um motor de 2 cilindros a 2 tempos que gastava cerca de 5,5 litros aos 100 e atingia a velocidade de 70 km/h. Dos 0 aos 50 demorava... 36 segundos! A sua forma original e as suas soluções criativas, como a porta frontal solidária com o volante, fizeram rapidamente sucesso.
Várias licenças de fabrico foram então concedidas a outras empresas para produção do pequeno carro fora de Itália. A mais conhecida foi a da BMW que fez questão de “personalizar” o Isetta e o comercializou a partir de 1955 com um novo motor, os característicos vidros deslizantes, novos faróis e mais alguns acertos estilísticos.



É tido como certo que a marca alemã não seria hoje o paradigma dos grandes, potentes e luxuosos automóveis se não fosse o impulso fabuloso que lhe deu o pequeno Isetta. Ironias do destino...
Para mais detalhes aqui fica um link interessante.
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