A arte e a vida

Publicado em artes e letras por seven em 29 jul 2005 09:00 AM | 3 comentários

 Velvet Underground Musica Arte Vida

É tão difícil definir o que é a arte... Mais difícil ainda é dizer para que serve, que papel desempenha nas nossas vidas. Podemos passar sem ela (mesmo sem sabermos o que é)? A arte está dentro das pessoas em proporções diferentes. Há quem dispense, há quem sinta grande necessidade dela. Todavia, mesmo para estes, é ainda algo passivo: vê-se, ouve-se, sente-se, gosta-se, "consome-se".

Na verdade não se registam muitos casos de obras de arte que tenham causado um impacto profundo ao ponto de induzir alterações de comportamento ou mudanças de rumo na vida em quem as "consome". E, no entanto, esta poderia ser a utilidade da arte - uma causa nobre!

Lembro-me de um caso interessante. Em 1967 um grupo musical (agora diz-se banda) de seu nome Velvet Underground publicou o seu primeiro disco (agora diz-se trabalho). Não eram muito conhecidos e, dizem, venderam na altura 150 discos. Dizem também que cada um dos 150 compradores formou uma banda...

Alguém me confirma (ou desmente) esta história fabulosa?

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3 comentários

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Infelizmente (ou para os Velvet felizmente) é apenas um mito. Os Velvet Underground nunca venderam mais que alguns milhares de cópias de cada albúm na sua fase inicial (muito pouco para a indústria discográfica), o que terá levado o Brian Eno a comentar, anos mais tarde, que apesar de haver poucas pessoas a comprar albúns de Velvet, as que o faziam acabavam por formar uma banda.

Rui Pereira em 29 de julho de 2005 às 14h41

Sim, essa história parece-me mais razoável e por isso mais credível. Mas é inegável a influência exercida pelos VU...

seven em 29 de julho de 2005 às 21h45

Fugino um pouco à questão. Muitas fotografias da National Geographic (fotografias não só documentais-julgo ser de senso comum que são muito pensadas e trabalhadas-apesar de eu se um leigo evidente no assunto)mudaram o comportamento das pessoas. Basta lembrar a de Sharbat Gula, a afegã de olhos verdes.

Sérgio Figueiredo em 29 de julho de 2005 às 23h28







 
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