
Associado muitas vezes à influência de Frank Llloyd Wright, o arquitecto americano Bruce Goff é injustamente considerado como uma figura menor no panorama da arquitectura do século XX. E, no entanto, não podemos classificar este arquitecto (que não era arquitecto!) como fazemos a tantos outros ao longo da história da arquitectura como pertencendo a uma corrente, tendência ou estilo: é inclassificável e, nesse aspecto, ombreia com os mestres. Não obstante, alguns insistem em apor-lhe o rótulo Expressionista, à falta de melhor.
Não sou particularmente admirador das obras de Goff sobretudo pela exuberância formal e decorativa que apenas tem cabimento num contexto como o americano mas dominava o desenho, os materiais e a construção como ninguém e fazia arquitectura mesmo de parcos meios. Não era convencional e tinha até um secreto prazer em comportar-se desse modo. Reconheço-lhe uma grande virtude: nunca se instalou num estilo - nem o procurou, de resto - e considerou sempre cada obra como única. É uma qualidade que gostaria de ver emergir na arquitectura contemporânea, cada vez mais dominada por modelos e fórmulas estereotipadas...




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