Durante muito tempo não foi possível escrever BD juvenil onde figurassem asneiras, impropérios e outros nomes feios. Felizmente que assim foi porque os seus autores encontraram meios gráficos para o fazer com muita subtileza e montanhas de piada. Aliás esta tornou-se uma característica forte da linguagem da BD. Vejamos algumas vinhetas (só para especialistas):
Numa história completa de Godard, Leonardo da Vinci, à beira de descobrir o carril (sic), não consegue evitar de insultar o comensal da mesa do lado que, comendo como um suíno, lhe prejudica a concentração.

Já nesta outra vinheta Cubitus, de Dupa, consegue capturar um perigoso malfeitor após encarniçada perseguição. O infeliz malfeitor terá deixado escapar uma interjeição proporcional à dor infligida pela dentadura do valoroso animal.

Ao chocar violentamente com um carregador chinês o Capitão Haddock lança-lhe uma das suas habituais torrentes de impropérios. O melhor seria ter ficado calado se soubesse que o carregador lhe responderia na mesma moeda, não sabemos se em mandarim, se em cantonês...

Finalmente, vemos a sequência em que o pobre Fantasio, após ter sido abalroado pelo desastrado Gaston Lagaffe no momento em que enchia a caneta de tinta permanente, lhe expressa toda a sua indignação da melhor forma que sabe.

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