The power of the license

Publicado em arquitectura por seven em 13 out 2005 | 3 comentários

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Recentemente escrevi aqui um artigo em que dava conta dos preços exorbitantes praticados por algumas câmaras municipais nos licenciamentos. Na altura referi-me apenas às licenças de construção e à recessão que isso provocava na construção civil. Mas, em boa verdade, o mesmo sucece com qualquer tipo de licença: para uma montra, uma esplanada, etc. A Câmara Municipal de Aveiro é uma das que aplica o escalão mais alto...

Ora, coincidência das coincidências, não é que nas recentes eleições autárquicas o poder mudou de mãos contra todas as expectativas??? E o Executivo camarário cessante até tinha muita obra feita para mostrar... Curiosamente o novo presidente veio já dizer ser sua intenção baixar os preços dos licenciamentos municipais. :)

Coisas...

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3 comentários

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O problema deles é sempre o mesmo, é que os licenciamentos são a maior fonte de receita camarária, logo se queres ter dinheiro, ou licencias muito (o que numa altura de crise é sempre mais complicado) ou aumentas o preço das licenças, pode ser que esse novo presidente tenha alguma ginástica orçamental na manga. A ideia que tenho é que o preço das licenças acaba por ser uma consequência do estado de saúde das finanças camarárias...

Pedro Custódio em 13 de outubro de 2005

Em determinados casos, até acho bem que a licença seja mesmo "puxada".
No caso de um edifício com a componente de habitação colectiva, o montante necessário para a licença, numa estimativa por excesso, não chega a 3% do valor da obra.
Os empreiteiros "choram" prejuízos, mas é vê-los a desfilar sempre com os Volvos, Jaguares, BMs e até Ferraris do ano.
Tomara eu ganhar apenas 1% daquilo que dizem perder.

Anonimo em 13 de outubro de 2005

Pois é...o q dá dinheiro é construir, muito mais d q projectar.
Conheço um empreiteiro angolano, q se deu deu ao luxo, de ter duas pessoas a trabalhar numa obra, para num dia de trabalho, fazer três caixas de esgotos (uma obra corrente) A existência dessa permissividade, por parte do empreiteiro, apenas assevera uma coisa, a margem de lucro é imensa, dando-se ao luxo de n cumprir prazos, pagar indemnizações e ainda assim lucrar!

o resto...bem o resto s arquitectos de 1 ano(depois do estágio)a ganhar 750 euros como trab. independentes...e respectivos patrões a ganhar um pouco mais...mas isso vcs já sabem.

Ricardo em 14 de outubro de 2005

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