Preconceitos

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula. No centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jacto de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancada.
Passado algum tempo, mais nenhum macaco subia a escada, apesar da tentação das bananas. Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, sendo rapidamente retirado pelos outros, que o encheram de pancada. Depois de algumas porradas, o novo membro do grupo já não subia mais a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo primeiro substituto participado, com entusiasmo, na surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o facto. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.
Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse chegar às bananas. Se fosse possível perguntar a algum deles por que batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui...
É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.
Einstein
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8 comentários
Sim há vários preconceitos, os religiosos por exemplo são dos mais comuns. Chamam-lhe DOGMAS e quem recorre a eles são aqueles que põem o acto de PENSAR abaixo de um qualquer preconceito...
anti-cristo em 12 de novembro de 2005 às 16h21
Um tema interessante. Mas penso que a adopção de dogmas não está forçosamente em rota de colisão com o raciocínio ou acto de pensar. Pelo contrário. Para um qualquer raciocínio é imperativo a existência de premissas. A questão que eventualmente levanto é: Poderá um Dogma ser considerado uma premissa do silogismo?
BJr em 12 de novembro de 2005 às 17h09
Um dogma não é uma premissa.
Anonimo em 12 de novembro de 2005 às 18h25
Outro tipo de preconceito é do grupo racionalista, existêncialista, anti-religioso. O fundamentalismo em que se baseiam pode ser tão destrutivo quanto o fundamentalismo religioso. Pense nisso.
ZF em 13 de novembro de 2005 às 00h00
eh pah nao dá pra acreditar, estes gajos nao desistem!!! Será que meter aqui um artigo sobre religião é ser anti-religioso? Lá vem a mania da perseguição outra vez... Isso já vem do tempo dos romanos né? Cá por mim nem me dou ao trabalho de comentar mais isto...
anti-cristo em 13 de novembro de 2005 às 00h41
lol... mas acabou comentando. O espaço de um blog é democratico e por isso cá estou. O dia que isso não puder acontecer ( acho que desejas isso ferozmente ), vocês discutiram em guetos. VIVA A DEMOCRACIA! VIVA O RESPEITO!
ZF em 13 de novembro de 2005 às 14h44
A participação e argumentação de todos é sempre muito bem vinda :)
BJr em 13 de novembro de 2005 às 16h31
Não me lembro de nenhum massacre cometido por fundamentalistas racionalista. E tu?
ApE em 24 de setembro de 2007 às 18h51
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