Recordando Sophia de Mello Breyner

Publicado em artes e letras por bjr em 26 jan 2006 04:00 PM | 5 comentários

 Sophia Mello Breyner Poesia Literatura

Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua
Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua.

«Recordo-me de descobrir que num poema era preciso que cada palavra fosse necessária, as palavras não podem ser decorativas, não podiam servir só para ganhar tempo até ao fim do decassílabo, as palavras tinham que estar ali porque eram absolutamente indispensáveis. Isso foi uma descoberta»

«A poesia é das raras actividades humanas que, no tempo actual, tentam salvar uma certa espiritualidade. A poesia não é uma espécie de religião, mas não há poeta, crente ou descrente, que não escreva para a salvação da sua alma – quer a essa alma se chame amor, liberdade, dignidade ou beleza»

Alice Vieira disse:

Dizemos «Sophia» como se esta palavra fosse sinónimo absoluto de poesia.
Dizemos «Sophia» e a nossa memória enche-se do som que as palavras têm.
Dizemos «Sophia» e de repente o ar é límpido, as águas transparentes, há sempre uma casa na falésia e o sol faz rebentar o calor na cal das paredes.
Dizemos «Sophia» e todas as flores e todos os peixes têm nome, e as crianças tornam-se mais ricas quando os encontram. Dizemos «Sophia» e não precisamos de dizer mais nada.

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5 comentários

Simplesmente enternecedor...e mais palavras são supérfluas para descrever uma poesia que é sentida, não apenas escrita.

Anonimo em 26 de janeiro de 2006 às 16h38

eu gosto muitto dos seus livros eu ja tenho 2 livros seus a menina do mar e a fada oriana

adoro????????''???'???'?

ANA RITA MARTINS DA SILVA em 10 de março de 2007 às 12h38

Adorio os livros da Sophia

Anonimo em 4 de janeiro de 2008 às 18h41

Bom gosto, anónimo.

seven em 4 de janeiro de 2008 às 23h33

A poesia de Sophia vive muito de caminhadas, partidas e reencontros solitários, sendo a praia espaço de caminho, partida, reencontro, contemplação, renovação, até de esperança de regresso.

Liliana em 11 de março de 2008 às 16h19

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