
Há certos edifícios na rua que nos fazem parar. São obras tão originais, tão arrojadas, tão provocantes que os nossos sentimentos se dividem entre a admiração e a repulsa. Digam o que disserem são no mínimo controversos e hão-de colher sempre admiradores e detractores, ambos cheios de (sua) razão. Estas situações não são exclusivas de Portugal nem, de resto, de nenhum país e há uns mais permissivos do que outros no que toca à arquitectura. Hoje queria deixar de lado o tom irónico e algo jocoso com que costumo brindar este tipo de imagens (é mais forte do que eu...) e colocar algumas questões; apenas colocar, não responder. Aqui vão elas...
Porque não pode um indivíduo proprietário de um terreno poder construir ali o que quiser dentro dos regulamentos técnicos vigentes? Nesse caso: será correcto haver regulamentos de carácter estético que impendam sobre os projectos de arquitectura? Quem os define e quais as qualificações para o poder fazer? (lembremo-nos das Comissões de Estética de má memória...). Outra: o arquitecto deve verter cegamente no projecto os desejos do encomendador? Ou, pondo a questão ao contrário, pode este pelo facto de pagar o projecto exigir que ele seja feito da forma que ele quer? E por fim: a Arte deve estar junto das massas ou das elites? No caso vertente entenda-se a arquitectura enquanto fenómeno visual e estético.
As obras que se seguem ajudar-nos-ão a reflectir...



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