Outside Art

Já foi amplamente discutido por diversos especialistas da área da psiquiatria que, por vezes, a criatividade e o génio pode estar relacionado com uma condição particular do cérebro e/ou algum atributo que se classifique como demente.
Nesta linha, surge o termo "Outside art" - vulgarmente associado a pessoas que possuem doenças mentais profundas. Fruto da sua patologia, Anthony Mannix foi inspirado por alguns estados mentais alterados que exprimentou.


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8 comentários
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Essa história não é nova. Desde há muito tempo que se acreditava que certas pinturas correspondiam a alucinações. Lembremo-nos de Bosch, por exemplo. Mais recentemente conceituados pintores modernos - como Miró ou Picasso - experimentaram estados alucinatórios provocados por drogas (ópio sobretudo) e inanição prolongada...
seven em 21 de março de 2006 às 21h00

Vicent Van Gogh é um bom exemplo disso. Tinha ataques de violência e um comportamento agressivo, chegou até cortar sua orelha. Antes de morrer foi internado com problemas de depressão e logo depois morreu.
Loucura e genialidade devem realmente andar juntas!

Não há estudos que comprovem nenhuma relação de causa-efeito entre a criatividade e a loucura, parece-me. Acho que muito já se escreveu sobre esta questão sem dados conclusivos, o que uns testes provam outros desmentem e penso que esta questão da criatividade associada à loucura é uma mitologia ,-). Ora, se fosse a droga ou a loucura que despoletassem a criatividade todos os junkies e loucos eram criativos e mesmo as inúmeras tentativas de usar a esquizofrenia de Van Gogh para explicar a sua criatividade foram pouco explicadas. O que não quer dizer que não andem, por vezes, de mãos dadas. xxx mouse
mouse em 27 de abril de 2008 às 18h28

A loucura é a coragem de mostrar o que sente...o poder de mostrar isto seja na pintura, desenho escultura ou literatura é arte!
jadna em 28 de abril de 2008 às 12h41

Na verdade, loucos são os que apreciam essa pseudo-arte.
maria de fátima em 28 de abril de 2008 às 13h25

Há um livro de que gosto muito ("Arte, Cura, Loucura - Uma trajetória rumo à identidade individuada", de Silvia Anspach) que trata da possível correlação entre a criação artística e o funcionamento psicodinâmico da personalidade do criador/artista sob o ponto de vista da abordagem junguiana.
Penso que esta não é uma questão tão simples como parece, e como disse o mestre: "Though this be madness, yet, there is method in 't".
isabella em 1 de maio de 2008 às 02h50

É uma pena chamarem "pseudo" qualquer coisa. Principalmente em matéria de arte. Todos temos, somos, vivemos a arte!!! Seja ela qual for! A loucura para um não é para outro. A arte para um não para outro! Somos cria desse dia-a-adia e as pessoas se embrutecem!!!!"
eugenio felix braga em 1 de julho de 2008 às 13h54

[...Ora, se fosse a droga ou a loucura que despoletassem a criatividade todos os junkies e loucos eram criativos...]
Acho que não podemos fazer essa equação tão simplificada. A droga e a loucura podem servir de gatilho para revelar alguma arte, ou não. Loucos, drogados e caretas produzem arte, independentemente de serem loucos, drogados ou caretas.
cris em 9 de junho de 2009 às 19h41