
Um carro de corridas é uma máquina feita para ser rápida e eficaz. Tudo o que determina o seu desenho é ditado por funções muito específicas que vão da aerodinâmica, à potência, à leveza, ao comportamento em curva, à aderência, etc. Não é propriamente trabalho de estilista mas de engenheiro, de cientista. Porém tudo isto parece contradizer ou, pelo menos, integrar o fabuloso Ferrari P4, de 1967. Pouco interessa referir as suas características técnicas; bastará dizer que era propulsionado por um dos habituais motores de 12 cilindros em V de 4000 cc com cerca de 440 Cv.
O que a mim sempre me fascinou neste carro foi a beleza das suas linhas, concebido tanto para ser um desportivo na estrada como uma máquina imbatível em pista. Teve várias versões tal como qualquer automóvel comum: coupé, spyder, etc. Só um homem como Enzo Ferrari se lembraria de fazer um automóvel como este, como amplos envidraçados que cobrem, inclusive, o compartimento do motor; o desenho das entradas e saídas de ar e dos dispositivos aerodinâmicos é de uma elegância extrema; as curvas ondulantes da sua carroçaria em alumínio são harmoniosas, quase sensuais. Beleza pura...





Nota: o homenzinho que vemos junto do carro com uma bata cinzenta na última imagem não é senão o próprio Enzo Ferrari...
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