Apenas uma mulher...

Publicado em musica por seven em 31 mai 2006 09:07 AM | 7 comentários

Ah! Que esse cara tem me consumido
A mim e a tudo o que eu quis
Com seus olhinhos infantis
Como os olhos de um bandido

Ele está na minha vida porque quer
Eu estou para o que der e vier
Ele chega ao anoitecer
Quando vem a madrugada ele some
Ele é quem quer
Ele é o homem
Eu sou apenas uma mulher


Esse cara, de Caetano Veloso. Desde sempre foi a minha música favorita entre tantas outras favoritas do compositor brasileiro...
Gravada no fabuloso espectáculo ao vivo com Chico Buarque no teatro Castro Alves, em 1972.

060531_caetano_chico.jpg

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7 comentários

Apenas uma mulher, ou...
Somente esposa...
Ou ainda, talvez simplesmente mãe!
A insignificância dos papéis,
ou a invisibilidade do essencial?

3A em 31 de maio de 2006 às 10h03

O homem não é quem quer...

Anonimo em 1 de junho de 2006 às 00h18

"Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém...
Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído
Num grande mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor! - quase vivido...
Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim - quase a expansão...
Mas na minh'alma tudo se derrama...
Entanto nada foi só ilusão!
De tudo houve um começo ... e tudo errou...
- Ai a dor de ser - quase, dor sem fim...
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se enlaçou mas não voou...
Momentos de alma que, desbaratei...
Templos aonde nunca pus um altar...
Rios que perdi sem os levar ao mar...
Ânsias que foram mas que não fixei...
Se me vagueio, encontro só indícios...
Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios...
Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...
Um pouco mais de sol - e fora brasa,
Um pouco mais de azul - e fora além.
Para atingir faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém..."

Quase por Mário de Sá-Carneiro

3A em 1 de junho de 2006 às 09h39

ai! o Chico

Papo-seco em 1 de junho de 2006 às 12h42

Lindo mas caras como esse não existem mais. Isso era dantes no tempo dos nossos avós. Agora o homem e a mulher se equivalem e muitos as superam mesmo! Tem razão: o homem já não é quem quer, isso acabou!

A música é antiga, se fosse agora o Chico podia até te-la feito ao contrário...
;)

Amanda em 1 de junho de 2006 às 23h48

Ai! o olhar e as palavras do Chico...

Anonimo em 2 de junho de 2006 às 18h37

"Homem" e "mulher", "mulher" e "homem" não se correspondem na letra do Caetano, acho, com a "natureza", por assim dizer, com o sexo biológico, nem mesmo com os papéis tradicionais de homens e mulheres na sociedade. De algum jeito o Caetano joga com os estereótipos, e qualquer um de nós pode ser tanto "homem" quanto "mulher", dependendo do dia, e da hora... Qual a cara do cara?

Alejandro em 1 de agosto de 2006 às 19h20

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