Are we alone?

Publicado em outros por bjr em 20 jun 2006 04:00 PM | 3 comentários

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Estamos sozinhos no Universo? Creio que para muita gente esta pergunta já se colocou por várias vezes, algures no tempo. Actualmente, confesso, ando bem mais preocupado em saber se o País vai ou não sair do buraco, mas, em períodos de menor egoísmo, quando penso mais na humanidade, a pergunta coloca-se vezes sem conta.

Hà alguns anos atrás, recordo-me de participar num projecto de computação global chamado SETI - Search for Extra Terrestrial Inteligence. Consistia em disponibilizar ciclos de CPU do nosso computador para processar informação em bruto de uma base de dados central. Alguma dessa informação poderia então ter algum padrão que fornecesse indícios de inteligência. Como seria de esperar, nunca encontrei nada, mas continuo convencido de que não estamos sós. A NASA, pelos vistos, também está convencida desse facto, e tem actualmente um programa espacial de exploração para encontrar uma segunda Terra. Link

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3 comentários

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Sozinhos, caro amigo, invariavelmente sozinhos e connosco mesmos. Mas é bom, de vez em quando, pensarmos o contrário. Quanto mais não seja, como bem apontaste, é um excelente exercício contra o egoísmo humanista que viemos construindo desde o Renascimento. Mas é à noite, antes de dormir, que intuo, e a intuição é uma das formas de conhecimento, sobre a solidão. Um abraço, daqui!

Oscar em 20 de junho de 2006 às 18h29

Creio que não estamos sós. Seria um desperdício de espaço... como disse Carl Sagan.
No entanto vamos supor: se alguma civilização, obviamente mais avançada, nos observasse, saberia que ao contactar-nos lhes pediríamos ajuda especialmente no campo da saúde, e não só...Se não nos ajudassem como iríamos interpretar? Se nos ajudassem com novas tecnologias como iríamos utilizá-las? "Tá-se" mesmo a ver não "tá-se"?..."tá-se tá-se".
Que faríeis vós?

Vou contar,resumidamente, uma história que li algures:
Um brilhante Físico, devotamente dedicado à investigação, talvez como"fuga" ao facto de ter um filho débil mental, descobriu uma tecnologia que além das potencialidades de energia barata e quase inesgotável, poderia ser utilizada como arma poderosíssima e até de provocar a destruição total.
Foi visitado em casa por um colega, que lhe pediu insistentemente que não desse a conhecer a sua descoberta pois a humanidade ainda não estava preparada para utilizar, bem, potencialidades tão poderosas.
O Físico respondeu-lhe que o problema não era dele.
A descoberta poderia ser muito útil à humanidade. Se a utilizassem para o ma, não seria culpa sua.
O colega despediu-se e deixou uma pequena prenda para o filho do Físico,que aliás ele conhecia bem.
Após a saída daquele, o Físico abriu a caixa e verificou tratar-se de
uma pistola carregada. Espantado exclamou: Meu Deus, só um louco seria capaz de dar uma arma carregada a um débil mental...

Almeida Martins em 27 de dezembro de 2007 às 02h17

Almeida, acho bastante forçada a comparação entre uma tecnologia ou conhecimento que pode servir para o bem como para o mal, com uma pistola carregada. Que bem pode vir do uso de uma pistola? Pistolas foram criadas para matar. Delas não pode vir o bem - exceto talvez a eutanásia (e não duvido que tenha gente que vá questionar o bem que há na eutanásia, mas esta é outra discussão).

Sobre a tecnologia, pense na energia nuclear. Que teria acontecido se Einstein não tivesse insistido para que o governo americano a construísse? Eu respondo: outros teriam feito ela. Talvez mais tarde, talvez uma ou duas décadas depois do fim sangrento da guerra no Pacífico, mas ela seria construída. E por uma razão bem simples: a indústria bélica existe, e o conhecimento para fazer a bomba atômica também já existia.

Finalmente, sobre o contato entre esta e outra espécie alienígena, tenho certeza que não será possível transferir tecnologia em um primeiro momento. O contato será muito provavelmente apenas um sinal de rádio, algo que você ouve, mas sabe que o autor já morreu há séculos, e que quando receberem a tua resposta, você também já estará morto há séculos. Será mais uma espécie de reconhecimento mútuo, uma conversa de náufragos, com mensagens em garrafas. Mudará a humanidade muito mais no campo filosófico do que tecnológico, a não ser que a gente conte o desenvolvimento tecnológico advindo o redobrado desejo de lançar-se às estrelas que provavelmente irá surgir do contato.

César em 15 de junho de 2008 às 14h20







 
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