Humor judaico #1

Publicado em humor por seven em 17 jun 2006 | 1 comentário

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O humor judaico trasborda de ironia. Nem Deus escapa a essa mordacidade, nem os sábios, os rabinos, os professores, os poderosos deste mundo... Encontramos perfeitas demonstrações desse humor por todo o lado e, em especial, no cinema e no espectáculo, com nomes como Woody Allen, Milton Berle, Mel Brooks, Eddie Cantor, Zero Mostel, Gene Wilder, Walter Matthau, Danny Kaye, Jerry Lewis e, evidentemente, os irmãos Marx.

Até mesmo Franz Kafka mostrou esse sentido humorístico para além dos seus livros, em histórias verídicas com esta:

Kafka vai passar férias a um hotel e, ao preencher a folha de registos, o gerente diz-lhe: "o seu nome é-me familiar". "Impossível - diz Kafka - é a primeira vez que cá venho". Dirige-se para o quarto e acaba de se deitar quando alguém bate à porta. É novamente o gerente do hotel. "Desculpe-me insistir, mas acho que o senhor é um escritor famoso". Kafka responde: "E depois"? "E depois? O senhor mudou a minha vida ao ler A Metamorfose". "Leu-a? replicou Kafka. Onde a encontrou"? "Comprei-a". Kafka gritou: "Não!... Então foi você?

(Juca Chaves, também ele humorista judeu, conta esta mesma história adaptando-a a uma escritora desconhecida).

Versão Hollywood da fuga do Egipto:
Moisés, conduzindo o seu povo, através do deserto, chega ao Mar Vermelho, estala os dedos e exclama: "Manny!" O responsável da publicidade vem a correr: "Diz, senhor?" "Os barcos para atravessar o Mar Vermelho?" (breve pausa) "Oh, gaita! Com toda esta confusão esqueci-me..." Moisés explodiu: "Tu esqueceste-te dos barcos, minha besta? Os egípcios devem estar aqui de um momento para o outro... E agora o que é que eu faço? Peço a Deus que separe as águas para todos os judeus passarem e depois afogue os egípcios???" "Meu! Faz isso e eu consigo-te duas páginas no Velho Testamento!"

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1 comentário

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A navegar cheguei aqui.Gostei tanto que linkei-te no Dunas. O humor judeu é fantástico e, mesmo nos campos de concentração , durante o extermínio a que os nazis submeteram os judeus, estes não o perdiam, apesar do sofrimento a que estavam submetidos.Um exemplo: quando tomavam banho ao pedir o sabão , diziam uns aos outros: passa-me aí o avô.Mórbido, claro.Mas muito revelador da matriz humana.Somos mesmo assim, não é? No meio da maior adversidade e desespero sobrepõem-se sempre a nossa alma.Repara como , nas grandes catástrofes naturais não ha relatos de suícidios. Só nos matamos quando tudo está bem.Estranho ...

i em 17 de junho de 2006

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