Tenho reparado que um dos espaços a que os arquitectos - e as pessoas em geral, há que dizê-lo - dedicam mais desenho é aos WC, uma vertente a que poderemos chamar arquitectura sanitária. Não admira que hajam tantas casas que comercializam artigos sanitários que vão desde as próprias louças, aos azulejos, torneiras, toalhas, piaçabas, etc. Quanto a mim, pelo que tenho visto, acho um exagero o investimento quer financeiro quer arquitectónico em espaços desta natureza. É como se houvesse uma espécie de competição para ver quem tem o quarto de banho mais original! Só que, quanto mais original, menos funcional...
Pois recentemente, numa das minhas visitas obrigatórias à blogosfera nacional, descobri o relato pungente de uma experiência com um WC arquitectónico intensamente vivida numa praia do nosso litoral centro. O seu autor, legitimamente indignado e escondido sob o pseudónimo de Kalatrava, partilha com os amáveis leitores o inolvidável momento de tensão emocional e intestinal de que foi acometido ao utilizar um WC "moderno". Dava um excelente romance a que eu, correndo o risco de plágio, chamaria Big Brother ou então um magnífico filme de terror denominando quiçá Janela Indiscreta. Podem saber todos os pormenores aqui.
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