Os filmes da minha vida - Midnight Cowboy

Era muito novo quando vi Midnight Cowboy mas a impressão que me causou naquela altura ainda hoje se mantém. Originalmente rotulado como filme para adultos ou mesmo pornográfico relatava a história de um cowboy sulista que tenta a sua sorte em Nova Iorque como gigolo. Conhece então um vigarista desmazelado, coxo e com problemas de saúde que sonha viver luxuosamente em Miami. Depressa perde as suas ilusões e a penúria e as adversidades por que ambos passam tornam-nos, paradoxalmente, amigos. Filme triste, irónico e simultaneamente belo, cuja acção se desenvolve no final dos anos 60', traça um retrato social muito fiel da América profunda desta época. Permitiu-me pela primeira vez tomar contacto com o grande e versátil actor Dustin Hoffman, simplesmente fabuloso no papel do escroque "Ratso" Rizzo.
Uma das coisas que tornam esta obra fascinante é a sua banda sonora. Dos grandes filmes que vi até hoje este é um daqueles em que existe melhor entrosamento entre o ambiente do filme e a música, também ela triste e bela. Composta e arranjada por John Barry (autor de várias bandas sonoras da série James Bond) é interpretada de forma inconfundível pelo virtuoso Toots Thielemans. Inesquecível.
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9 comentários
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Concordo! Ganda filme. O man só keria ir pá California....
Idiota Jones em 23 de agosto de 2006 às 11h19

Era prá Flórida, ó Jones! Tás a precisar de rever o filme...
seven em 23 de agosto de 2006 às 13h01

Duas observações.
O papel de Jon Voigt (Joe Buck) não era de gigolô, mas de garoto de programa (garanhão).
E o grande e versátil Dustin Hoffman já havia dado mostras de seu talento anos antes (1967), contracenando com Anne Bancrof em "A primeira noite de um homem".
Jan em 11 de setembro de 2008 às 21h18

Tenho 44 nos, ou seja não viví a década de sessenta (rs) só tinha uns 06 anos.
Também está entre os filmes de minha vida. A Direção, a trilha sonora, tudo faz deste filme um Grande Documentário. Ele se ambientaliza incrivelmente os 60's.
Baixei do youtube as cenas iniciais do filme, com a também inesquecível composição Everybody talkin.
Vc tem bom gosto rapaz.
Quer ver meu clip no youtube? Escreve Conheço o Caminho.
Pode me retornar sua opinião sobre ele, com exceção da parte técnica!!somente artística.
Abraço.
Emerson em 20 de janeiro de 2009 às 16h51

Emerson, obrigado pela dica. Vou dar uma olhada, sim. Abraço.
bjr em 20 de janeiro de 2009 às 17h02

A musica inicial do filme - Everybody's Talkin" - quando Joe Buck deixa sua pacata cidade interiorana em busca da cidade gande é simplesmente o máximo. Dustin Hoffeman já tinha feito o Primeira Noite, mas penso que o Jon Voigt já tinha feito "Amargo Regresso", onde ganhou seu Oscar.
Elias Corrêa Lira em 14 de julho de 2009 às 14h14

Midhnight Cowboy é de 1969.
Amargo Regresso é de 1978. Não conheço a biografia do Voigt, mas o Oscar veio depois.
A propósito, não sei que título Midnight recebeu em Portugal. No Brasil, chamou-se Perdidos na Noite.
jan em 15 de julho de 2009 às 12h25

Em Portugal usou-se a tradução literal do inglês: "O cowboy da meia-noite".
E, sim, Voight fazia o papel de garanhão. Provavelmente a palavra "gigolo" não tem o mesmo sentido em Portugal e no Brasil.
Obrigado pelos seus comentários, Jan.
seven em 15 de julho de 2009 às 12h50

A propósito, o livro que deu origem ao roteiro é bem interessante. Leva o mesmo nome e o autor, se não me engano, se chama leo helihy. Vale a travessia.
Gigolo, aqui nas terras tupiniquins, é o sujeito que vive às custas de prostituas. Não sei se o Lello & Irmãos concorda com nosso Antonio Houaiss. Mas acho que sim.
Por muitos anos, o Lello foi meu dicionário de cabeceira. Foi presente do marido de minha mãe - o segundo - que era da Póvoa do Varzim, "terra de Eça", como gostava de ressaltar.
jan em 15 de julho de 2009 às 13h47