
Muitos estudos se têm feito sobre a arquitectura grega, sobre as leis que a regem e sobre o porquê dessas leis. Algumas dessas teorias são demasiado românticas para serem credíveis, tais como a origem do templo grego no mégaron micénico ou o carácter sexual das ordens (dórico=masculino; jónico=feminino). A acrópole de Atenas, conjunto arquitectónico paradigmático, tem sido analisada por grandes mentes curiosas de todos os tempos (Le Corbusier incluído) e teorias mais ou menos ortodoxas contendo referências astrológicas e mitológicas foram sendo propostas. O Parténon - arquétipo dos arquétipos - permanece o ápice desse mistério.
Recentemente associou-se a teoria pitagórica dos números perfeitos, de que já se falou aqui, à arquitectura grega e, como por magia, tudo parece ajustar-se. As peças do puzzle estarão finalmente encaixadas? De qualquer modo é espantosa a coincidência, se é que de facto o é. Um levantamento rigoroso do emblemático edifício revelou a existência de um módulo planimétrico e altimétrico subjacente que se lhe ajusta que nem uma luva e que se baseia exclusivamente em números inteiros, que Pitágoras considerava divinos por serem perfeitos em si mesmos e na relação entre si. O mais interessante é que o módulo era o pé humano... O Homem à imagem dos Deuses ou vice-versa? Que importa, afinal?




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