Brincadeira

Brinca enquanto souberes!
Tudo o que é bom e belo
Se desaprende...
A vida compra e vende
A perdição,
Alheado e feliz,
Brinca no mundo da imaginação,
Que nenhum outro mundo contradiz!
Brinca instintivamente
Como um bicho!
Fura os olhos do tempo,
E à volta do seu pasmo alvar
De cabra-cega tonta,
A saltar e a correr,
Desafronta
O adulto que hás-de ser!
Miguel Torga
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3 comentários
Não costumo comentar poesia. Até porque, na maioria das vezes, resta-nos pouco ou nada acrescentar. Relativamente a esta também pouco há dizer. Todavia, apeteceu-me fazê-lo. Aborda o meu tema preferido - a brincadeira.
Normalmente, para que desculpem as minhas tolices, costumo dizer: ainda que o tempo sulque o meu rosto com rugas, continuarei a brincar até que os meus olhos se fechem para sempre (isto no caso de ninguém mos fechar, claro....ihihih)
Bom, como se pode ver, hoje estou mesmo para a parvoíce...
Dina em 3 de setembro de 2006 às 10h29
seven em 3 de setembro de 2006 às 17h36
Se Miguel Torga tivesse visto o jogo da selecção não iria brincar, no mínimo insultaria as putas de voz fininha que dão 3 por noite, aqui fica uma resenha poética de nomes apelativos:
INSULTOS POÉTICOS
Saudações,
Bigmac
bigmac em 4 de setembro de 2006 às 03h06
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