
Esta imagem de Tomás Munita fez-me imediatamente lembrar do surrealismo de Magritte. O desenrolar de uma cena faz esperar que seja coerente com a sua sombra, no entanto, o que vemos reflectido na parede é a continuidade da mesma, que afinal, não estava completa do modo que esperaríamos.

Vale apena uma visita ao site de Tomás Munita, que para além destas, possui imagens fortes que nos transportam para uma realidade que julgávamos inexistente.
Já agora, deixo-vos com Magritte e a pintura que me assolou a memória aquando vi a primeira fotografia de Munita.

The Dangerous Liaison, 1926
Baseadas na imagem do espelho, as certezas perceptíveis são novamente chamadas. A relação entre o espelho e aquilo que reflecte, uma relação vulgarmente considerada indissolúvel, surge quebrada. Uma jovem nua pode ver-se numa perspectiva alterada no espelho por trás do qual está de pé, contudo o observador que está colocado à frente do espelho esperaria ver-se reflectido nele.
O Artigo completo sobre Magritte pode ser lido aqui.
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