Professores em luta!

Publicado em humor por seven em 4 out 2006 09:03 AM | 15 comentários

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Os professores estão sempre em luta pelas mais diversas razões, com razões ou não. É certo que o ensino em Portugal não anda bem - alguma vez andou? - mas, desde alguns anos a esta parte, "descobriram-se" os culpados: os professores! Na verdade refira-se que, se durante muito tempo esta classe foi endeusada e intocável e os nossos mestres eram figuras respeitadas acima de qualquer suspeita, tudo está a voltar à origem. E originalmente os professores eram escravos. Nas sociedades greco-romanas os filhos dos poderosos, os únicos que tinham acesso à educação, tinham ao seu serviço em regime de escravatura indivíduos frequentemente muito cultos e o mesmo se passava em muitas sociedades orientais.

Sendo assim, não admira que se assista novamente ao emergir do primado do estudante sobre o professor: o estudante tem direitos; o professor deveres. A História repete-se, umas vezes como tragédia, outras vezes como comédia e, como a escravatura já acabou - pelo menos no nosso país - os professores lutam, a maioria tragicamente. Porém outros escolheram a via da comédia que sabem ser mais eficaz e corrosiva. Aqui ficam alguns gags sobre a proposta de avaliação dos docentes pelos encarregados de educação dos alunos da autoria de um pofessor que, em sentido de humor, seria certamente avaliado com boa nota...

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15 comentários

Quando o pó assentar os ânimos se acalmarem os calores se dissiparem, a história far-se-á e a César pertencerá o que é de César

O corporativismo é fodido

Podia dizer essa palavra?

Papo-seco em 4 de outubro de 2006 às 10h53

pois é...
a brincar, a brincar... nós é que percebemos!

CV em 4 de outubro de 2006 às 11h22

É, seven, isto só mesmo para rir... se não desse vontade de ir embora e mandar isto tudo para trás das costas.

Mad prof em 4 de outubro de 2006 às 14h23

Papo: apesar de seres um malcriadão disseste a palavra certa - corporativismo, entenda-se!
Mad: tens razão em estar aquilo que o Papo não podia dizer. Mas há muito mais coisas aqui escondidas muito interessantes de abordar e que fazem chover para os dois lados... Matéria para próximos posts.
Não percam que nós também não.

seven em 4 de outubro de 2006 às 15h15

Não se trata de se ser corporativista nem de deixar de ser. O que é um facto é o seguinte: este governo resolveu fazer dos profs o seu saco de lambada, possivelmente, digo eu, porque percebeu que ganha votos comó caraças num país que odeia os profs e porque quer poupar gastos com essa coisa inútil da educação. Num executivo de merceeiros não admira. A perseguição aos profs é óbvia e dispenso-me de enumerar aqui as milhentas barbaridades publicadas pela equipa da seráfica lurdes rodrigues. Basta concentrar-mo-nos no discurso oficial: quando assumidamente os profs são apontados como os culpados da desgraça tá tudo dito. Bolas! Há de tudo, bons e maus como noutras classes profissionais. Corra-se com os maus, reconheçam-se os bons. Agora colocar tudo no mesmo saco é anatemizar toda uma classe, é perder os bons também, que os há e muitos....
Mas o mais eloquente acerca desta paranóia governamental é vermos quem são os cruzados: um tipo com ar de rufia que se chama valter lemos de pensamento zero, de curriculo nulo, um carreirista político; um ideológo vazio, um especialista em banalidades como o «escritor» dani sampaio, mais um sampaio, uma praga de arrivistas neste país da cunha (you kow what i mean); um primeiro ministro que mete dó, que nem deve saber o que é estudar, ele que tirou um curso técnico de engenharia numa escola sem qualquer prestígio como é o isec de coimbra; uma ministra que não alinha duas frases com sentido e que publica enormidades jurídicas como o espantoso decreto da excepção concedida aos alunos de física. Pensem nas carinhas destes quatro. Querem melhor imagem da mediocridade reinante? Isto é eloquente só por si...
Seja como for, também é justo dizer-se que os profs têm o que merecem: uma classe que é alvo de um tal ataque e nem uma simples greve é capaz de fazer, tá tudo dito... Uma classe profissinal a sério - isso sim é corporativismo e não a inércia do professorado - já tinha feito greve às notas, já tinha parado uma semana, sei lá que mais... Quem falou ali em cima de corporativismo não faz a mínima ideia do que está a falar.
Mr. Monlight

Mr Moonlight em 5 de outubro de 2006 às 00h31

Sejam lógicos, a avaliação de professores é feita no ensino superior há já muito tempo, como suporte de conhecimento para o que está mal e deve mudar. Obviamente, esta avaliação tem o valor que tem. Não se espera que queixas generalizadas em relação a notas, por exemplo, sejam atendidas caso exista comunhão com as tidas em exames.
Tenha-se noção que não existem sistemas perfeitos, mas se até então se culpavam apenas os alunos, pais pela má-educação, ministério da educação pelo programa, finalmente as coisas viraram-se também para quem faltava - os professores.
Existe ataque em excesso, é verdade, mas a culpa reside mais no sensionalismo que se quer impôr do que nos dirigentes.

A meu ver é tudo muito simples. Existia um projecto fantástico na Escola da Ponte, Vila das Aves, que corre o risco de morrer por reforma de que a idealizou. Os resultados são brilhantes. Curioso saber que nunca se generalizou porque exigia mais esforço dos professores.

Mas como ninguém gosta de trabalhar...

sérgio figueiredo em 5 de outubro de 2006 às 14h18

Sérgio não queres falar-nos desse projecto da Escola da Ponte? Ficámos curiosos...

seven em 5 de outubro de 2006 às 22h27

E já agora, sérgio, da avaliação de profs do ensino superior... Fala-nos dela também, que eu ignoro tal coisa. O ensino superior não é o dos turbo-profs e das 12 horas lectivas semanais? Mas a sério como é que é a avaliação dos profs no ensino superior?

Mr Moonlight em 6 de outubro de 2006 às 00h33

Sobre a Escola da Ponte, da Vila das Aves, o que sei dizer é que o programa funciona por objectivos. Isto significa que por cda semana, é colocado ao aluno (entenda-se que em ensino primário) uma série de desafios que terá que concretizar até ao fim da semana. O que o aluno faz com o tempo só a ele lhe diz respeito, mas o incentivo à pesquisa é fomentado (se souber fazer o trabalho num dia pode passar o resto da semana a brincar). Ora este é um dos principais problemas da educação convencional: a falta de interactividade.

Mais informações no site:
escola da ponte

Quanto à avaliação de professores feita no ensino superior, é entregue uma ficha onde figuram diversos parâmetros relativos a cada professor, em categorização numérica (de 1 a 5). A avaliação dos professores é ponderada, evidentemente, e tem o valor que tem. Note-se no entanto que já observei mudanças para melhor na pedagogia do local onde estudo (ICBAS). Esta avaliação é feita em toda a UP.

sérgio figueiredo em 7 de outubro de 2006 às 11h46

Estou terminando o curso normal e embora tenha disposição p lutar sinto que o magistério vive sua pior crise e passar por esta crise ilesa pode ser quase impossível

Thamyres Sobral em 7 de novembro de 2007 às 11h42

Pois é Thamyres, ser prof. nunca foi fácil...

seven em 7 de novembro de 2007 às 22h47


Colegas, para discutir estes e outros assuntos relacionados com a educação e com os professores, visitem a Sala dos Professores em www.saladosprofessores.com!
Já somos mais de 11.000 professores registados e a participar activamente no fórum! Juntem-se a nós e registem-se! Quantos mais formos mais alto se ouvirá a nossa voz da razão!

Ruca Nunes em 6 de março de 2008 às 01h11

Diz que é uma espécie de “AVALIAÇÃO”

Diz que o ME quer avaliar os professores.
Diz que os professores não querem ser avaliados.

O ME diz que os professores não querem ser avaliados.
Os professores dizem que querem ser avaliados, mas que não desta forma.

Diz que os professores não querem trabalhar
Diz que o Governo usa os professores como bode expiatório dos males nacionais.

O ME diz que a avaliação que propõe, resultou de um trabalho de colaboração com as escolas.
Os professores dizem que o ME quer impor esta avaliação.

Diz que as escolas não ensinam nada e que o ensino público é uma vergonha.
Diz que o programa novas oportunidades vai “escolarizar” a sociedade portuguesa ( tipo… micro ondas! )

O ME diz que esta avaliação tem como objectivo melhorar a escola pública.
Os professores dizem que esta avaliação apenas serve para atacar a classe docente e desestabilizar a escola pública.

Diz-se, diz, dizem …

Avaliação é palavra do momento. Está na boca do povo - diz que - .

Mas será que se sabe o que é realmente avaliar? E qual o valor da Avaliação?

Ora a solução foi encontrada; E pelo Partido Socialista:

Avaliação sim! “ E como estamos tão satisfeitos com as coisas boas que fizemos, nem perdemos muito tempo a discutir aquelas que correram mal”

Ora aí está! Isto é que é saber avaliar!

Lu em 13 de março de 2008 às 11h54

Os professores estavam habituados a fazer pouco, como agora vão ter de trabalhar mais e ganhar o mesmo resolvem reclamar...

que venham para o sector privado, trabalhar das 8h até ás 19h, ou mais, sabados e ás vezes até domingos para no final do mês trazer uns miseros 500 euros

cumprimentos

llopes

Lopes em 18 de março de 2008 às 11h54

O Ministério quer avaliar os professores para ver se a maioria não sobe de escalão e ainda se alguns são humilhados nas escolas e têm de deixar a carreira. São pessoas insensíveis e demasiado ligadas à frieza dos números e das estatísticas.
Foi por isso que eu escrevi o meu segundo livro que fala das dificuldades de ser professor nos dias de hoje, mas de uma forma ficcional, romanceada.

O meu primeiro livro foi: A vida e os horizontes da mudança - livro com treze contos cujas temáticas são todas da fase contemporânea e as localidades onde eles se passam todas portuguesas., também lá aparecem professores e de outros trabalhadores.
Os doze rapazes (dedicado aos professores) - uma novela, precedida por um pequeno prefácio, os quais poderão servir de reflexão sobre assuntos polémicos e actuais na escola como como a indisciplina, a avaliação dos professores, o Estatuto da Carreira Docente, o vilipendiar os professores, etc.
Um docente desempregdo deixou tudo e foi para muito longe dar aulas, lá foi muito mal tratado pelo Presidente do Conselho Executivo, pela população e pelos alunos, sobretudo por uma turma de doze rapazes repetentes que faziam mil e uma coisas na sala de aula.
Cada vez é mais difícil ser professor e agora que o ME burocratizou a careira e os colocou debaixo de fogo pior, por isso, o povo português e o próprio Estado (todos nós) irão reconhecer a importância dos docentes, mesmo apesar de em Portugal infelizmente não se valorizar muito a cultura e a educação.
Este livro é dedicado aos professores, tal como o anterior é dedicado aos trabalhadores. A minha literatura não é apenas para eu ficar muito famoso ou aparecer nos telejornais, é para ocupar os tempos-livres das pessoas e ajudar a população a reflectir sobre o mundo em que vivemos, istonapesar de ser literatura e, por isso, não ser nada de real, também não quero ofender ninguém pessoalmente.
Neste momento, os livros estão à venda na loja online da Ecopy www.macalfa.pt/ecopy - livrarias Leitura e lojas Ecopy no Porto, Byblos e Apolo 70 em Lisboa, Americana (para a semana) em Leiria e Infante no Funchal.
Eu também vendo pessoalmente ou à cobrança.
Mais informações sobre mim e os meus livros em: www.osdozerapazes.page.vu - www.daescritaaleitura.blogspot.com - www.falandodalingua.blogspot.com
ou no site da editora Ecopy: www.macalfa.pt/ecopy ou http://ecopy.macalfa.pt
Não me importo que digam que a minha literatura é de intervenção ou apenas literatura alternativa, não escrevo para ter protagonismo na comunicação social ou na opinião pública, escrevo sobre o que quero e o que gosto, mas obviamente que gosto que me lêem.

Com os melhores cumprimentos.

Luís Ferreira

Luís Ferreira em 4 de junho de 2008 às 18h34

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