
Sim, negro como breu, como a tinta da china que saía da caneta de Jean-Marc Reiser sem apelo nem agravo. Sarcástico? Certamente. Mórbido? Nunca. Reiser amava o mundo e a vida: tudo o fazia rir, do mais ridículo ao mais trágico. Tinha o dom de ver as coisas na sua verdade e crueza, sem preconceitos, como se fosse uma criança. E mostrava-nos isso alegremente. Mas o mundo que amava tirou-lhe a vida prematuramente quando ainda tinha tanto para lhe dar, para nos dar. Não o esqueçamos.




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