
A estupidez humana é incomensurável, e a cada época correspondem novos tipos de paradigmas de estupidez. Robert Musil defendia, no seu ensaio sobre a universalidade da estupidez, que esta era a qualidade mais bem partilhada do mundo, e afirmava que «Se a estupidez não se assemelhasse extraordinariamente à inteligência, se não se confundisse com o progresso, o génio, a esperança, o aperfeiçoamento, ninguém quereria ser estúpido e a estupidez não existiria. Ou, pelo menos, seria muito fácil combatê-la. Porém, ela tem qualquer coisa de singularmente simpático e natural (...) não existe uma única ideia importante de que a estupidez não tenha sabido servir-se.»
A estupidez não é uma natureza mas um conceito histórico, mutável, sujeito às transformações por que passam os estados da cultura e as formas de vida. Mais do que um facto da consciência a estupidez é um facto cultural.
Já conheçe a nossa newsletter semanal? Receba ao fim de semana o que melhor aqui se falou nos outros dias. Com base na popularidade dos artigos e no nosso criterio editorial, somente o melhor, ao sábado! Assine já!
Os comentários a este artigo são da exclusiva responsabilidade dos seus autores e não veiculam a opinião do obvious sobre as matérias em questão.