
Um artigo que saiu há uns meses na revista alemã Der Spiegel quase passou despercebido então. Falava da ilha de Cheju, situada a sul da península coreana, onde existe um jardim que tem a particularidade de ser ornamentado com esculturas eróticas e por isso apropriadamente designado por Jardim do Amor. É caso para um olhar mais demorado, pensamos nós...
Depois do fim da guerra a ilha tem vindo a tornar-se um destino turístico muito apetecível por apresentar um clima ameno e uma paisagem natural parecida com a do Hawaii. Na verdade muitos dos visitantes que procuram actualmente este local são jovens casais coreanos em lua de mel. A explicação reside no facto de muitos casamentos serem ainda arranjados pelos pais da noiva o que leva a que o futuro casal seja imaturo nos mistérios do amor - sobretudo ela. Por isso rumam em direcção à ilha...
As instalações e as actividades turísticas locais parece terem sido concebidas a pensar nisso : "quebrar o gelo", educar ou mesmo estimular a imaginação dos jovens casais. Deste modo não surpreende a existência de um jardim com estas características pedagógicas... Numa área equivalente a cerca de dois campos de futebol é possível encontrar estátuas, imagens ou esculturas cinéticas de cariz erótico explícito embora de gosto duvidoso para os nossos padrões estéticos. Quem disse que os orientais são púdicos?



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