Acabou o Limbo - Céu 2.0

Publicado em outros por bjr em 22 abr 2007 05:28 PM | 7 comentários

 Vaticano Ceu Limbo Inferno teologia Dante Domenichino
Domenichino, A ascensão de Maria Madalena ao céu

No século V Santo Agostinho declarou que todos os bebés que porventura morressem antes de receber o sacramento do baptismo iriam para o Inferno. Durante a Idade Média a ideia foi atenuada e foi sugerido um destino mais suave, o limbo. A Divina Comédia de Dante caracteriza o limbo como um primeiro círculo do Inferno habitado também pelos grandes pensadores da antiga Grécia e Roma bem como os filósofos islâmicos.

Muitos católicos, no entanto, acreditam que o limbo é um local onde se passa uma eternidade num estado "natural" de felicidade mas sem a presença de Deus. Recentemente a Comissão Internacional de Teologia, liderada pelo cardeal Joseph Ratzinger até à sua subida a Papa, completou um trabalho relacionado com o estado dos bebés que morriam sem o baptismo.

Muito se passou nos bastidores desde então e na sexta-feira passada foi publicado documento (ver artigo) onde a questão do limbo se tornou um caso de urgência pastoral devido ao aumento assustador de mortes infantis sem o referido sacramento, especialmente em África e outras partes do mundo onde o catolicismo está a crescer em competição com outras confissões. A justificação dada às famílias cujos filhos falecidos simplesmente não podem ir para o Céu é que... ficam no limbo.

Este documento coloca o problema numa perspectiva completamente diferente esperando ou estipulando que as crianças vão para o Céu, obliterando assim o conceito de limbo. Se as recomendações forem tidas em linha de conta podemos então aguardar que, na sequência de uma eventual deliberação oficial, assistamos a um grande número de almas que irão deixar o limbo rumo ao céu... e, segundo Dante, veremos também um grande número de pensadores e filósofos a aproximar-se também de Deus...

Meus amigos: tempos de mudança... esperam-se grandes revoluções lá por cima!

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7 comentários

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Ainda bem. Tratava-se de uma grande injustiça para as pobres criancinhas.

AJ em 22 de abril de 2007 às 23h09

Já estou até vendo aquelas alminhas puras sobrevoando nossas cidades, guiadas pelos sábios e filósofos, rumando em direção ao paraíso! Dios, que imagem teremos. Quem sabe elas não deixarão cair sobre nós um pouquinho da paz que encontrarão por lá e nos darão um pouco mais de sossego, hem? Não seria nada mal.
Volto depois para navegar com mais calma. Já virei fã também. Abraços

Anonimo em 23 de abril de 2007 às 03h03

Papa dixit.
Agora temos de pensar no translado desses bilhões de almas que, estando até agora no Limbo, receberam a alforria para o Céu.
Para cuidar deste assunto, proponho a convocação de um personagem bíblico. Apesar da pouca objetividade no trabalho, ele já tem experiência em conduzir multidões: Moisés.

Blog do PG

Paulo Gurgel em 24 de abril de 2007 às 23h37

Hahahahahha

Bjr em 24 de abril de 2007 às 23h57

Independente da necessidade do crescimento da igreja ,com a atitude tomada termina assim um grande erro.
Santo Agostinho deve estar muito feliz com a decisão tomada!.

haroldo em 17 de abril de 2008 às 11h49

a dimensão de Deus misericordia e amor perpassa a compreensão do homem. Não podemos condenar ninguem, a igreja só fez reparar um erro teologico gravissimo, Deus em Jesus é a realidade mais pura de perdão e amor. Limbo não tinha a razão de existir, pois a dimensão de Deus amor é imensuravel, homem nunhum pode querer criar uma dimensão para condenar um ser criado a imagem e semelhança do criador. Os problemas da vida já traz certos problemas, pra quer querer incultir no homem a atrocidade e querer que Deus participe dessa armadilha teológica sem precedente. Santo Agostinho se tivesse vivo, aplaudiria a decisão da Igreja. A misericordia de Deus em Jesus é suficiente para nos conduzir ao céu.

José Gomes Arnaldo em 20 de maio de 2009 às 23h57

Se todos os cristãos lessem a Bíblia como deveriam, saberiam que nada disso tem base nela. Logo não passam de tradições humanas como tantas outras. Se lessem a Bíblia, saberiam realmente a situação dos mortos (1tessalonissenses 4:13-18) de acordo com o Cristianismo e aí não dariam ouvidos a qualquer vento de doutrina, seja ela antiga ou não, seja ela dita por padre, pastor ou papa.

Alex em 19 de junho de 2009 às 20h49

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