As capas dos discos #1

Quando na década de 80' apareceu o compact disc todos se apressaram a vaticinar o fim do disco de vinil. É verdade que o CD prometia inúmeras vantagens: era mais durável, mais prático, imune aos ruídos irritantes provocados pela sujidade do vinil e, sobretudo, mais bem gravado. Sabemos hoje que não é bem assim. Não só a durabilidade do CD não é a que se pensava como a qualidade sonora pode ser francamente má. Isto acontece porque o som do cd é por natureza frio e metálico, revelador de todo o conteúdo da gravação mesmo sendo má...
Mas não é só o som que é frio; tudo à sua volta o é igualmente. Partilhar uma audição, por exemplo, é uma actividade asséptica - os CD's vão dentro de uma pequena bolsa, discretos. Já uma audição de um disco preto era impossível de disfarçar sobretudo se fosse um long play de 33rpm, um LP. As enormes "bolachas" eram transportadas debaixo do braço exibindo orgulhosamente as suas capas. Ninguém ficava indiferente!
De facto se há coisa em que o CD não pode competir com o LP é nas capas. É uma mera questão contabilística - tamanho, área, superfície, cm2. No CD tudo é miniatura. Ler a letra de uma música sem o auxílio de uma lupa é uma loucura; ler a ficha técnica é puro masoquismo oftálmico; admirar o grafismo... é coisa que já ninguém faz. A parte gráfica perdeu-se com os CD's e toda a criatividade a ela associada ficou embotada. Os álbuns de Pop e de Rock eram os mais criativos. Recordemos dois deles:

Os álbuns duplos possuíam a capacidade única de se desdobrar e revelar uma vasta superfície receptora de bom design. O White Album dos Beatles é disso um dos melhores exemplos. No seu interior continha ainda um enorme cartaz com letras, fichas técnicas e uma série de desenhos e fotografias. Foi fundador de uma nova estética. Dark side of the moon dos Pink Floyd não podia faltar como representante supremo da mesma estética minimalista. É talvez a mais famosa de todas as capas. Eu tenho os originais dos dois... :)


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8 comentários
Eu peguei exatamente a passagem desse tempo para CD.Eu curtia muito era as capas achava muito criativas mas também tinham umas bem toscas hahahaa.. legal seu blog posta la no meu..
Bruno em 25 de maio de 2007 às 14h27
Tenho exactamente a mesma opinião.
Tenho bastantes discos e as capas de alguns são soberbas....Principalmente discos...tipo Iron Maiden que cada capa tem tantos detalhes que ainda encontro coisas novas tantos anos depois.
Nota: Um dos melhores blogs que já vi.Obrigado por partilharem.
Chapas em 25 de maio de 2007 às 15h51
Bons tempos esses da bolachinha, viu? Outro dia, estava eu pensando justamente nesse assunto: quando meu pai me deu, de aniversário, uma vitrolinha e o meu primeiro LP foi o da Rita Lee, quando Mutantes ainda.
Recordar é viver.
Bjus.
Carlinha em 25 de maio de 2007 às 16h04
Hummm..
por puro comodisomo fico com o frio e metalisado compact disc:D
LuciDo em 28 de maio de 2007 às 17h10
Pois eu adoro lp, e na parte gráfica realmente é indiscutivel. Na parte sonora dai é questão de gosto, sempre que posso escuto os lps, mas mp3 é muito mais portátil.
Tenho o Dark Side em vinil e sou muito feliz por isso, e um dia terei o White Album!
Fanny Webber em 26 de dezembro de 2007 às 04h24
Bom dia! Sou do Brasil e passei por acaso no site. Adorei este artigo! Adoro Pink Floyd, Beatles, The Rolling Stones... E também Rush (bem lembrado, pois as capas do Rush são excelentes..!).
Agradeceria se postassem mais capas de álbuns...!
Carolina em 13 de abril de 2008 às 15h17
A banda começou quando um excêntrico garoto chamado Roger Keith Barrett, apelidado de Syd, montou o grupo no meio da década de 60, tendo como base o rock dos anos 50 de Bo Diddley e de Buddy Holly, além de Rolling Stones. Carismático, enigmático, foi um dos primeiros (ou o pioneiro) a se pintar para subir ao palco, usando unhas coloridas e roupas extravagantes. Sua influência foi tão devastadora, que mesmo ficando pouco tempo na banda que montou (1965 até 1968), deixou marcas em novos candidatos a astros do rock como David Bowie, que segundo uma lenda freqüenta até hoje uma sociedade secreta que cultua Syd. Bowie nunca negou sua paixão por aquela figura esquisita, magra e de olhar esparso: “Quando vi o Floyd ao vivo pela primeira vez, fiquei chapado com o visual dele. Imagina usar unhas pintadas, pinturas naquela época! Eu queria ser igualzinho. Ziggy (Stardust) foi uma homenagem minha ao Barrett”, confessaria anos depois.
ALESSANDRO ALVES em 19 de abril de 2008 às 06h47
ESCUTEM A MUSICA ABOUT A GIRLS DO NIRVANA E OUÇA A MUSICA DO SYD BARRETT LUCY LEAVE DE 1966 E OUÇA A SEMELHANÇA QUE HA ENTRE ELAS.
CONCLUSÃO KURT FOI INFLUENCIADO PELO SYD BARRETT.
ROBERT VOCALISTA DO THE CURE COPIA SUA IMAGEM SYD BARRETT FOI O PRIMEIRO A PINTAR OS OLHOS DE PRETO E AS UNHAS SYD BARRETT CRIOU O GOTICO.
Alessandro FLOYD em 19 de abril de 2008 às 06h51
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