Geradores eólicos

Sejamos realistas: o uso de qualquer fonte de energia tem o seu preço, seja ele qual for. Não se produz sem destruir. Acontece que, neste momento, o preço que estamos a pagar em termos ambientais globais pelo uso de combustíveis fósseis é demasiado elevado - e o custo começa a ser maior que o benefício... Neste sentido, qualquer sistema de produção de energia não poluente é, à partida, bem vindo e implementado alegremente por todo o lado sem regra aparente que não seja a maximização da sua capacidade. Os parques de geradores eólicos, que surgem por todo o lado como cogumelos em dia de chuva, começam a ser preocupantes...
A fotografia apresentada como exemplo é manipulada, obviamente, mas é bastante expressiva da agressão paisagística provocada pelas enormes turbinas. Outro inconveniente deste sistema é o impacto que exerce nos ecossistemas, nomeadamente nos das aves. Por isso começam a ser testadas e implementadas alternativas às localizações tradicionais dos parques eólicos - planaltos e montanhas. A primeira solução foi a construção de turbinas no mar, junto à costa, como aconteceu na Dinamarca ou na Holanda.
Estes parques costeiros foram sendo implantados cada vez mais mar adentro para zonas mais inócuas do ponto de vista ambiental mas a perfuração do leito oceânico tornou o seu custo muito elevado. Soluções mais radicais foram entretanto propostas, como a de construir turbinas flutuantes. Uma parceria entre a Norsk Hydro e a Siemens resultou no desenho de um gerador com pás de 60 metros ancorado ao leito do mar por três cabos. Prevê-se a colocação de uma unidade experimental de 5 Mw no Mar do Norte em 2009 e a criação de um pequeno parque por volta de 2013-2014.





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7 comentários
Confesso que não sabia de 90% do que você escreveu, e agora estou espantado, vejo essas trankeira por tudo quanto é lado, mais uma coisa pra se preocupar, como se já não tivessemos bastante...
Dario em 7 de agosto de 2007 às 18h11
Esta postagem é impressionante. Confesso que não sabia que era um problema tão grave.
(Favoritei e subscrevi o Obvious, mas não conheço a ferramenta que adiciona fãs no Blogblogs. Logo que eu descobrir o adicionarei.)
Tânia Carvalho em 9 de agosto de 2007 às 18h38
Existem turbinas eolicas horizontais em fase de teste, e tem algumas vantagens , como: são mais baixas, tem maior torque, giram lentamente e o melhor fazem menos barulho e funciona com ventos em qualquer direção.
MuitA agua vai passar por baixo da ponte.
Fui...
Flavio em 7 de outubro de 2007 às 21h09
Se calhar o melhor seria as pessoas passarem a consumir menos energia, e perder menos tempo a falar do que não sabem. Infelizmente os parques eolicos não tem tido assim tão grande expansão e grande parte da energia electrica continua a ser produzida em termoelectricas. Quanto às barragens a falta de agua vai fazer com que estas sirvam cada vez mais para regular o nivel de agua dos rios e cada vez menos para produzir energia. Em relação à solar ainda não vi ninguem referir o facto que o terreno que esta debaixo dos paineis não pode ser usado para fins agriculos ao contrario do que acontece com a eolica. Em alguns paises os agricultores recebem uma taxa para permitir a clocação de torres electricas, e contiuam a usar os terrenos como pastagens. Certamente que o futuro será a pequena geração nas nossas casas, mas vamos continuar a precisar de grandes parques solares. Quanto aos geradores actualmente usados a maioria são de eixo horizontal. quanto aos de eixo vertical só são usados em pequenos geradores, uma vez que para fazer a manutenção no caso dos de eixo vertical é muito mais complexa. Se querem ajudar o ambiente poupem energia, a energia mais limpa é aquela que não é consumida.
electricpower em 2 de dezembro de 2007 às 13h32
A matéria é realmente impressionante, mas entendo que ela retrata a energia eólica como um crime contra o meio ambiente, quando na verdade é uma escapatória para um futuro não tão distante assim. As hidroelétricas dependem de um volume de água enorme, e ninguém garante que teremos essa água por muito tempo, se não pensarmos agora em energia alternativa, seja a eólica, a solar ou até mesmo a diesel, teremos que arcar com um prejuízo muito maior do que os investimentos que precisam ser feitos agora. Nesse caso, concordo com a electricpower, se não consumirmos menos energia, teremos que passar o resto da vida no escuro debatendo esse assunto.
Abraço a todos.
Klaus Martius em 11 de fevereiro de 2008 às 22h50
A energia eólica não é retratada como um crime, Klaus, que fique bem claro. Como é evidente é milhares de vezes preferível a outros tipos de energia. Apenas se chama a atenção para alguns aspectos que, não sendo acautelados, podem ser prejudiciais. Nenhum sistema é só vantagens; há sempre algum inconveniente que é preciso ponderar e minorar. Mas a pedra de toque é, concordamos consigo, o consumo exagerado de energia.
Abraço e volte sempre.
seven em 12 de fevereiro de 2008 às 00h13
Os geradores eólicos são excelentes substitutos dos geradores a diesel ou gasolina, não precisam de combustível, são mais silenciosos e não poluem. Em geral, custam menos que a instalação de um ramal da rede elétrica, que fica, no mínimo, em R$ 3 mil o quilômetro. Permitem ainda, que o investimento seja diluído com a economia na conta de luz. E utilizam a força dos ventos, uma fonte de energia renovável, limpa e gratuita . . .
Além da eletrificação residencial, os geradores eólicos são úteis para sistemas de telecomunicações e no bombeamento de água. As baterias armazenam energia para os períodos sem vento. E nas áreas de calmaria prolongada, pode-se combinar a instalação dos geradores eólicos com outras fontes de energia, como os painéis fotovoltaicos. Nos locais onde já existe rede de distribuição, o aparelho pode fornecer energia durante “apagões”, evitando a perda de produção em granjas, estufas e unidades com produtos refrigerados . . .
A quantidade de energia produzida por um gerador eólico depende das condições de vento no local. Com ventos de 22 quilômetros por hora (6 m/s), durante cinco horas por dia, já se pode obter uma quantidade de energia efetiva. Com base nessa média, o aerogerador de 1kW poderá produzir 180 kWh/mês, o suficiente para suprir as necessidades de uma casa de pequeno porte, com uma geladeira, uma TV, um rádio e cinco lâmpadas. O de 2kW poderá produzir cerca de 400 kWh/mês, alimentando uma casa média. E o mais sofisticado, de 5kW, atende à demanda de quatro casas . . .
Acho que falei o que eu penso ...
Um abraço a todos que estão lendo esta mensagem
Fernando Elizio em 31 de março de 2008 às 04h18
Os comentários a este artigo são da exclusiva responsabilidade dos seus autores e não veiculam a opinião do obvious sobre as matérias em questão.