Os nomes dos estilos musicais

Trip-hop, Abstract, Jungle, Cold Techno, Acid Jazz... O cartoon de Zep ilustra bem a diversidade e a aberração dos nomes com que se baptizam os estilos musicais. Se por um lado nunca houve tanta variedade estilística, por outro os críticos musicais (sim, são eles!) insistem teimosamente em arranjar uma designação para cada um. E isso é mau. Reparem: se ouvirem dizer que um determinado som é dizzee, ou mesmo math-rock ou ainda quiçá funk-pop-electronica-rave ficam com vontade de o ouvir? Eu fico com vontade é de fugir...
Sempre que sai um novo disco - perdão, trabalho - ou uma nova música, quero dizer, tema, de um novo grupo (banda), novos termos são inventados para o caracterizar. Se um não basta então fazem-se agregações e combinações do tipo acid-rave-sci-fi-punk-funk, por exemplo. A lista é extensa e é acrescentada todos os dias por críticos musicais paranóicos que tudo classificam furiosamente, onde até nem as editoras, ou melhor, as etiquetas escapam.
Sempre achei que a maior parte dos críticos de arte, de uma maneira geral, eram como indivíduos sem pernas que ensinam os outros a correr... Classificar, etiquetar, arrumar, para educar o público, para o ensinar a escolher? O discurso que utilizam é demasiado rebuscado e hermético, cheio de referências circulares - só eles o percebem. Esta tendência chegou já a todo o lado, da música ao futebol, actividades promovidas nas palavras dos "críticos" a um nível intelectual quase transcendente.
Qual é a utilidade desta classificação, então? Não lhe vejo nenhuma para além da obviamente comercial. Continuemos, pois, a ir às lojas de discos e a consultar os expositores pelo nome do artista ou artistas - a ordem alfabética é ainda a mais eficaz - confiando nas sábias palavras de Duke Ellington que dizia que só há dois tipos de música: a boa e a má.

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7 comentários
Concordo totalmente contigo.
As melhores classificações são "bom", "ruim", "ótimo", etc.
Por outro lado, é legal saber qual o estilo de cada trabalho, desde que não exagerem... Não é possível que o soul-funk-punk-rock não possa ser classificado apenas como punk rock...
Enquanto os críticos fazem isso, vamos criticando seu trabalho.
Robson em 13 de agosto de 2007 às 12h35
Catalogar... Catalogar... Catalogar... Às vezes sinto-me como o boneco, à toa com tantos géneros/estilos musicais. Um dia destes, só para escrever o nome de um género musical, precisamos de uma folha A4
Bruno Miguel em 13 de agosto de 2007 às 12h36
Ridículo mesmo! É bom lembrar que o que conta não é o que se toca, nem como se toca, mas como nos faz sentir.
Mateus em 13 de agosto de 2007 às 13h06
O que é que isso????
Catalogar os estilos músicais da forma como os críticos fazem é tentar arrumar chifre na cabeça de equino, pois, os estilos existem sim, é verdade, mas, as misturas somente acontecem nas cabeças dos críticos que não conseguem fazer música alguma.
Por exemplo axé é axé e, não existe um estilo axe-forro-frevado, a letra é feita a música é inspirada e sai o som que vai de encontro com o gosto de cada, e, a pessoa que escuta classifica como o som que ela gosta de ouvir, no mais, os nomes dos estilos utilizados pelos críticos são bobagens pura, principalmente quando envolvem uma misturaiada de estilos para definir um som simples. Música!!!
Rabbit em 13 de janeiro de 2008 às 00h48
É isso mesmo, Rabbit: Viva a música, abaixo a crítica!
Obrigado pelo seu comentário. Volte sempre.
seven em 13 de janeiro de 2008 às 00h55
kero aqui todos os estilos de música é uma hordem hahahahahahahaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaha
cassandra em 12 de fevereiro de 2008 às 15h35
seven em 12 de fevereiro de 2008 às 21h06
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