obras de arte - relógios

Publicado em design por bjr em 13 ago 2007 05:25 PM | 3 comentários

 Relogios Arte Tempo Relojoaria Patek Philippe Hublot
Poucos inventos moldaram tanto o mundo moderno como o relógio mecânico, surgido no século XIV. Ele tornou possível a civilização industrial e fixou a ideia de desempenho na actividade humana. Até à Idade Média, o tempo era percebido como algo natural. Ao inverno seguia-se a primavera, o verão; a manhã vinha depois da madrugada, que por sua vez sucedia à noite, a contagem do tempo fazia-se por longos períodos, meses e anos, materializados nos calendários. O relógio mecânico figura entre as supremas invenções da humanidade, sendo da mesma ordem de grandeza da imprensa, por suas consequências revolucionárias em relação aos valores culturais, às mudanças técnicas, à organização política e social e à personalidade. Foi o relógio que tornou possível uma civilização atenta ao tempo e consequentemente à produtividade e ao desempenho.

Para muitos um relógio é meramente um objecto de utilidade comum, sendo natural que não compreendam a existência de exemplares cujo valor ascende a vários milhares de euros. No entanto, ao longo dos anos, a relojoaria tornou-se em algo mais do que uma industria de acessórios, tornou-se uma especialidade levada ao extremo que culmina na criação de fantásticas obras de arte. Ron DeCorte, possui uns artigos muito interessantes com fotografias fantásticas de componentes internos dos relógios. Algumas peças são, no mínimo, espectaculares.

 Relogios Arte Tempo Relojoaria Patek Philippe Hublot

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3 comentários

Ora aqui está uma óptima posta.

E já agora: os relógios pessoais só chegaram ao cidadão comum por volta de 1850, em grande parte devido aos transportes. Sobretudo devido ao comboio, passou a ser necessário andar a horas e em função dos horários.

Cá em Portugal, até passou a haver um dito popular quando se via alguém a correr pela rua abaixo, dizia-se "aquele vai apanhar o comboio!".

Na verdade, naquela altura ainda se estava na época dos relógios de bolso - que eram apelidados de "cebolas" e, tal como diz o artigo, havia autênticas obras de arte que constituíam o instrumento, complicado mecanicamente, quer em termos das gravuras inscritas, quer dos metais preciosos de que eram feitos - ouro e platina.

Por isso antigamente se herdava o relógio de bolso do avô.

Os relógios de bolso mais famosos em Portugal eram os ROSKOFF, que exactamente apresentavam como emblema um trem. Tornaram-se também conhecidos em todo o país os Roskofes, cuja detereioração do termo era aplicado a tudo o que era mecânico e trabalhava mal: rádios, motores, etc..

Com a primeira Guerra Mundial, por 1915/1919, que foi uma guerra de trincheiras, desenvolveu-se o relógio de pulso, usado pelos oficiais, mais prático a transportar e a ser utilizado.

Eram relógios de mostrador e ponteiros grandes, permitindo a sua fácil leitura rapidamente. Tinham a coroa muito grossa para lhes poder ser dada corda com as luvas calçadas.

Em 1965, os americanos da BULOVA, inventaram o quartzo, tendo com este sistema deixado de ser necessário dar corda para os relógios trabalharem (a invenção foi apelidada de ACUTRON).

Os relógios de corda foram-se abaixo nos anos 60 e 70 devidos aos de quartzo, produzidos maciça e a baixo preço pelo Japão (Seiko, Citizen, Orient, Pulsar, etc.).

Contudo, em meados dos anos 80 a indústria suiça, puxados pela SWATCH que ficara riquíssima a emitar os japoneses mas com estilo, relançou os relógios de corda e as marcas famosas - sendo os modelos mais vendidos aqueles baseados nos modelos rectro dos anos 20 e 30.

Dantes, tinha-se um relógio para toda a vida. Agora, é normal termos vários relógios.

Ainda bem.

(desculpem, mas tenho de ir dar de comer às galinhas).

Digo eu...


Saloio


Saloio em 13 de agosto de 2007 às 19h54

Os relógios aqui apresentados mais parecem obras de arte. ao contrário deste: http://www.flickr.com/photos/11368928@N03/1105330351/

Carlos Afonso em 13 de agosto de 2007 às 20h02

Aqui no Brasil,depois do Relógio da Central do Brasil,edificio sede da companhia da ferrovia brasileira,acredito que mais famoso,só o Relógio de Chão Imperial Dom Pedro II.Magnífico,exemplar,construido para Dom Pedro II,quando monarca desta terra,na mais afamada fabrica de relógios,da Normandia - "La Contoise".Digo,e afirmo que a obra é realmente magnífica,e é sem dúvida alguma a peça mais importante do periodo imperial brasileiro,fora do Museu Imperial,em Petropolis.
Existe fotos na internet.Vale a pena conferir.Eu o conheço,e ja fiz comentário sobre ele.Verdadeira Obra de Arte Imperial Brasileira.

avaliadordearte em 10 de dezembro de 2007 às 04h28

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