doença de alzheimer

A Doença de Alzheimer é uma doença degenerativa, progressiva e irreversível que compromete irremediavelmente o cérebro causando alterações comportamentais profundas, dificuldade no raciocínio e na articulação do pensamento e diminuição da memória, com efeitos devastadores sobre o doente e sobre a família. Estima-se que no ano 2040 12 a 14 milhões de americanos serão portadores de doença de Alzheimer.
Em Portugal são 60 mil as vítimas de Alzheimer, cujo Dia Mundial foi assinalado ontem, sendo o número de pacientes no Brasil estimado em 1,2 milhões e 4,5 milhões nos EUA, onde a doença é responsável por 100.000 óbitos por ano e constitui a quarta causa de morte em adultos. Em função do envelhecimento mundial global este número aumentará dramaticamente e em 2050 existirão 100 milhões de portadores e, destes, 2/3 habitarão países em desenvolvimento, contra os actuais 26 milhões, 40% dos quais em fase avançada.
A Doença de Alzheimer pode manifestar-se muito cedo, com casos não documentados de Alzheimer aos 28 anos de idade, mas é mais usual a sua eclosão a partir dos 40 anos de idade, com a incidência a aumentar de forma exponencial a partir dos 60. Sabe-se que a partir dos 65 anos 10 a 15% da população será afectada, e que a partir dos 85 anos praticamente metade dos indivíduos apresentará a doença.
Os sintomas mais comuns passam pela perda gradual da memória, principalmente memória recente, declínio no desempenho de tarefas quotidianas, diminuição do senso crítico, desorientação temporo-espacial, alterações da personalidade, dificuldade na aprendizagem e dificuldades na área da comunicação inter-pessoal. Segundo dados estatísticos, nos EUA 70 a 80% dos pacientes são tratados no domicílio, o que demonstra cabalmente a importância do ensino e da orientação da família nas questões relativas aos cuidados e à gestão desses pacientes. Os doentes restantes permanecem ao cuidado de clínicas especializadas.
Como se trata de doença que acarreta grande impacto no seio familiar, e estimando-se em média 3 familiares directa ou indirectamente envolvidos, o número assustador de mais de 13 milhões de pessoas nos EUA, 4 milhões no Brasil e 200 mil em Portugal, são de alguma forma atingidas por esta verdadeira epidemia. As alterações geradas dentro da família são de tal modo dramáticas que se impõe a necessidade urgente de se implementarem medidas de apoio, tanto para o doente como para seus familiares. Ao contrário de certos países europeus e dos EUA, nem Portugal nem o Brasil têm planos para enfrentar esta grave questão, registando-se apenas algumas iniciativas tímidas, isoladas e sem um elemento coordenador e aglutinador que, dada a dimensão do problema, se impõe ser o Estado.
Importa salientar que só nos EUA existem mais de 1.000 grupos oficiais de suporte familiar e 207 associações com acções regionais. Quer em Portugal quer no Brasil existem, no entanto, algumas, muito poucas, organizações que desenvolvem um trabalho de investigação, de divulgação do Alzheimer e de apoio ao doente e à família que tem sido extraordinariamente meritório, como o caso da Alzheimer Portugal e da Associação Brasileira de Alzheimer.
Mas urge urdir rapidamente um plano e uma rede concertada de divulgação e apoio aos doentes de Alzheimer que permita ultrapassar mais uma vez as insuficiências gritantes do Estado, que sempre que o negócio ameaça mexer no seu bolso se demite curto e grosso das suas responsabilidades. Por este motivo as Associações que lutam contra o Alzheimer necessitam do nosso apoio, do seu apoio: ajude-as e ajude-se a si próprio a preservar o seu futuro.
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16 comentários
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Sou uma simples rapariga de 14 anos que não dava muita importância aos meus familiares mas quando soube que a minha avó tinha a doença de alzheimer fiquei muito preocupada com ela começando-lhe a dar mais importância (tinha medo que ela morresse)...!?!?
Agora que estou dentro da doença e já sei do que se trata, para mim foi muito dificil aceitar tudo isto tento ajudar a minha avó em tudo o que consigo mas ela quanda vez ta a ficar pior e não sei o que fazer...!?!?
Preciso rapidamente de ajuda por favor alguem me ajude!
Cátia Marques em 11 de janeiro de 2008 às 10h01
eu não ligava muito a doenças, era como se não existissem, mas quando fiquei a saber que o meu avô tinha alzheimer, fiquei preocupada e com medo que acontecesse alguma coisa.... aconselho a todas as pessoas que tenham atenção a este tipo de doença, porque é muito grave....
marcia em 22 de janeiro de 2008 às 15h43
olá Catia sei pelo que esta´s a passar, porque eu já passei pelo mesmo pois a minha mâe faleçeu com essa doença..aconçelho-te a ter paçiencia e dar-lhe todo o carinho que possas e todo o apoio, não dizes qual a idade da tua avó, mas presumo que já tenha idade avançada.... se assim for já sabes não há cura...muitos beijos para ti e tenta distrair-te, para que tanbem não fiques afectada psicologicamente....
odete martins em 25 de fevereiro de 2008 às 21h38
Bem eu tenho uma tia com essa doença e é horrivel como essa doença deu cabe da minha tia ela n sabe quem é nem fala nem sente por vezes tenhO medO que mais alguem venha a sofrer disso sabendo que essa doença pode passar de familia =(
sónia Filipa em 9 de abril de 2008 às 15h28
so agora soube que a minha mae tinha alzheimer e quando se soube já estava em estado avançado eu penssava que era normal da idade agora está a ser muito dificil para mim e para o meu filho que neto vela dia para dia ficar cada vez pior
cristina serra em 9 de abril de 2008 às 17h26
O meu avô também sofre desta doença e tem uns dias melhores e outros piores, mas acabei de ler uma noticia que me deixa com um bocadinho de esperança. Ainda não é dada como certa, mas parece que os cientistas ingleses estão a ter algum sucesso na procura da cura para esta doença cada vez mais abrangente. Se estiverem interessados em ler um bocadinho sobre esta "descoberta", cá vai o link: http://blog.uncovering.org/archives/2008/04/a_cura_da_doenc.html
Espero que seja verdade,porque o meu avô é demasiado importante para o perder.
Saúde a todos.
Catarina em 21 de abril de 2008 às 13h02
Tenho um Famíliar com a doença alzheimer por vezes quando vamos jantar esse Famíliar está sempre a repetir a mesma conversa e por outras vezes nós dizemos já contou e daqui a bocado fala outra vez do mesmo assunto.
**** A todas as pessoas que teêm alzheimer, FORÇA!****
tenho 10 anos.
Mariana silveira em 1 de maio de 2008 às 12h08
Alguém me sabe informar se será possível experimentar este tratamento no nosso Portugal?
cristina vicente em 17 de maio de 2008 às 00h31
TENHO MEU PAI COM A DOENÇA DE ALZHEIMER JA NÃO SEI COMO LIDA COM A SITUAÇÃO. OS MEDICOS DE FAMILIA NÃO ME ORIENTA NÃO TA ESCRITO EM NENHUMA ASSOCIAÇÃO E NÃO DA MEDICAÇÃO PARA ISSO JA NÃO SEI O QUE FAÇO ME AJUDEM POR FAVOR
ROSANGELA NEVES MOURÃO em 29 de maio de 2008 às 19h42
pinkci em 8 de junho de 2008 às 17h39
eu nao esto muito informada sobre esta doença mas tenho alguem na minha familia que apresenta alguns sintomas e eu gostava de saber se a perda de sensibilidade tambem esta relacionada com esta doença???
catia guerreiro em 30 de junho de 2008 às 03h05
m mae tem alzheimer ja ha 4 anos,setembro ano passado teve 1 avc,foi-se logo abaixo,ta acamada,ja n conhece ninguem e ja n fala,e ser que mais amo neste mundo,sei que mais tarde ou mais cedo ela vai,pois ta fase terminal...espero que ainda fique mts anos ao pe de mim,pois so sorriso dela(que sao muitos)me faz mt feliz!
fatima em 30 de junho de 2008 às 19h32
a minha avó ja tem diagnosticada a DA á 13anos,e desde essa altura está na minha casa,temos passado todo o tipo de fases,lembro-me que ao fim de uns anos deixou de falar e fazer qualquer acção por iniciativa e houve um dia que tinhamos acabado de jantar e estava um bolo em cima da mesa e uma faca e ela pegou e cortou,mas em seguida nada fez,mas eu e os meus pais ficamos a sorrir felizes so porque tinha feito algo...hoje em dia estamos a caminhar para a fase terminal,ja nao faz nada sozinha e começa a ter os membros superiores a ficarem rigidos...começo a sentir um aperto no coração,mas sempre com um sorriso para a minha "neta",pois ja á muito que sou eu a avó! :-)
Bem haja para todos e muita força mesmo quando so a tristeza nos atormente.
patrícia em 15 de julho de 2008 às 17h10
minha mae morreu fez em junho 1 ano depois de estar 3 anos acamada e sem me reconhecer.Pensava que a tinha tratado muito bem mas hoje ao ler sobre este assunto tenho um nó na garganta e acho que podia ter feito melhor, dar mais carinho e compreenção.deixei-me afectar demais e quase fiquei doente.amanha posso ser eu a ficar nessa condição e gostava de contar com toda a compreesão dos meus filhos.Ainda tenho o meu pai e a minha sogra para cuidar, vou tentar compensá-los a eles.Descansa agora querida mae.
maria josé em 18 de setembro de 2008 às 12h26
Exmos Senhores.
Tenho 48 anos, de algum tempo a esta parte, venho notando em mim algo de anormal, como por exemplo a perda de memória, o esquecimento, a falta de vontade de fazer coisa triviais, a vislumbração de objectos ou coisa em movimento, sombras, a falta de lembrança de nomes e a perda sistomática de periodos de conversa.
perante o que aqui relato serão estes sintomas da doença de alzheimer, isto esta a deixar-me um pouco apreensivo e daí a relatar-vos o meu problema na ansia de ser esclarecido.
por vergonha ou medo da realidade, ainda não puz esta questão ao meu medico.
por esta razão tambem solicitava a V.ex o emcaminhamento para um medico da vossa confiança.
Desde ja envio os meus sinceros agradecimentos.
o meu muito obrigado
aguardo noticias Vossas.
fernando loureiro em 21 de setembro de 2008 às 21h52
ola!!!tb compreendo todos, tenho uma avó que infelizmente sofra dessa doença...
e esta acamada, nao convivo mt com a minha avó devido a ela estar longe de mim...
força para todos..
daniela castro em 24 de setembro de 2008 às 17h44