
Em Outubro de 2003 o mais notável avião comercial do mundo fazia o seu último voo. Os custos de manutenção elevados, o alto índice de ruído, consumo e poluição ditaram que a Air France e British Airways retirassem de serviço um dos mais carismáticos aviões de passageiros da história - o Concorde. No entanto, não foi o fim da era supersónica dos voos comerciais.
Pelo menos duas companhias - S.A.I e Aerion - tem já planos e protótipos para entrar na corrida da comercialização do primeiro jacto privado capaz de quebrar a barreira do som. Apesar de haver diversos constrangimentos relativamente à velocidade máxima que pode ser alcançada ao sobrevoar terra - devido ao impacto sónico que pode ser ouvido quando um jacto ultrapassa a barreira do som - acredita-se que um mercado promissor de homens de negócio e estrelas em ascensão poderão viabilizar um nicho de mercado de muitos milhões de dólares.

Para já, quem parece ter partido à frente foi a Aerion, através da venda do primeiro jacto ao Sheikh Rashid, governante do Dubay. O avião pode alcançar Mach 1.6 (cerca de 2000 Km/h) atravessando o atlântico entre New York e Paris em apenas 4.2 horas. Por apenas 80 Milhões de dólares, poderá também entrar na nova era da aviação supersónica privada.

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