Dona de um instrumento acutilantemente preciso, a sua voz, que soa ao mesmo tempo doce, suave e intensa, numa harmonia vocal de paletes sonoras com um colorido melódico refinado, Mônica Salmaso, a estrela emergente da MPB, encanta o Brasil com o seu mais recente trabalho: "Noites de Gala, Samba na Rua".
Mônica Salmaso possui uma qualidade intrínseca que a faz sobressair no panorama da Música Popular Brasileira: a sua voz inconfundível soa a…ela mesmo! Sem cedências fáceis, sem que busque sonoridades que não as suas, Mônica passeia pelo reportório dos grandes compositores brasileiros, dos compositores tradicionais a Lenine, de Edu Lobo a Chico Buarque, com uma beleza e um à vontade próprios das grandes damas da música, próprio das grandes divas da nobre arte do canto.
Foi com Leny Andrade, há dois anos, que tive o privilégio de a ver actuar no Rio e já então a simbiose entre as duas grandes senhoras da MPB era perfeita: a velha guarda e a voz candente da neófita transformaram aquela noite numa viagem musical inesquecível, numa viagem linda de morrer, mostrando que tradição e renovação podem e devem ser farinha do mesmo saco.
“Voadeira”, “Trampolim” "Iaiá" e “Afrosambas”, este com Paulo Bellinati interpretando os afrosambas de Baden Poweli e Vinicius de Moraes, foram um marco, de certa forma grandes notas introdutórias da carreira desta paulistana que, interpretando Chico Buarque de forma magistral, se excedeu para nosso gáudio neste seu último trabalho "Noites de Gala, Samba na Rua" com o grupo Pau Brasil, e abriu decididamente as portas para, como diz A.C.Gattaz seu fã número um, “seduzir milhões de brasileiros” que aguardam uma nova grande voz que os embale.
Mônica tem, o Brasil necessita, e nós, viventes da MPB, acreditamos, aplaudimos e agradecemos.
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jr,
Vou aos shows da Monica sempre que possível. Uma emoção ver uma cantora com tanto talento!
Ouvir Chico, puxa....Chico é "tanto" que ouvir alguém cantando uma música dele com tanta "ginga" e ousadia torna-se um desafio ainda maior.
Disse outro mestre, Edu Lobo " é a melhor voz que ouço nos últimos anos". Ouvir " Beatriz", por Monica, é emocionante!
Sua identidade brasileira é absolutamente universal.
E o álbum dela "Noites de Gala, Samba na Rua" é um dos melhores que ouvi nesses últimos tempos...
E viva a música!
Sempre atenta ao Obvious, claro!
Ainda mais quando se fala de música. E JR conhece mais de MPB do que muito brasileiro :)
Fado, Tango, MPB, Jazz ... incrível como vocês me influenciam ;)
Valeu!, gostei muito.
Só acho é que as brasileiras têm todas o mesmo timbre. Torna-se monótono. Mas isto é porque sou dura...nos ouvidos também :
dina em 1 de dezembro de 2007 às 10h53
Dina, é mais fácil não gostar de MPB do que afirmar que “as brasileiras têm todas o mesmo timbre. ” :)
Elis Regina brincava com sua voz e alcançava notas espetaculares. Só ela vale por mil cantoras!
Mas pra te fazer lembrar e sem nenhum esforço vamos lá: Elis, Mônica Salmaso, Marisa Monte, Rosa Passos, Teresa Cristina, Gal Costa, Maria Bethânia, Zizi Possi, Nara Leão, Elba Ramalho, Marina, Alcione, Nana Caymmi, Ana Carolina, Maysa, Ceumar, Luciana Mello, Maria Rita, Simone, Clara Nunes, Lecy Brandão, Cássia Eller, Leila Pinheiro, Rita Lee, Maysa, Elizeth Cardoso, Ivete Sangalo, Elza Soares, Vanessa da Matta, Jane Duboc, Beth Carvalho, Cibelle, Ceumar, Adriana Calcanhoto e por aí vai....
Deixei de fora outras tantas que fazem da MPB uma das mais ricas do mundo ... Você pode até não gostar do repertório delas, mas jamais se fala de ”monotonia no timbre” ;)
Ena! Ai isto é assim! A fazerem-me a folha por trás!
Sandra, assisti a 3 concertos de grandes vedetas brasileiras, duas das quais estão na sua lista. Todos me surpreenderam pela negativa. Concertos que foram um autêntico fiasco. Mas pronto, os meus ouvidos pecam pela dureza. Que fazer, que fazer?
Você é perfeitamenta?
Cê já ouvia aquela "Ai estes são os filhos da nação..."
muahahahahahahahahahahahah
Dina em 2 de dezembro de 2007 às 13h19
Onde se lê “perfeitamenta” deve ler-se “perfeita”.
E vocês nem viram! Não pescam nada de ‘hurtugraphia’, é o que é.
Ah é verdade, ó abominável homem do gelo, apelidar uma tipa de (agri)doce é o mesmo que lhe chamar acéfala. Eu opino como me apetecer. Homessa!
:S
Dina em 2 de dezembro de 2007 às 22h02
Sempre tão impetuosa, minha agridoce amiga... :D
seven em 2 de dezembro de 2007 às 22h05
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