Arthur Mole e John Thomas, numa altura em que a fotografia dava ainda os primeiros passos na história, conseguiram através da sua perseverança e capacidade técnica fotografar grupos de grande dimensão que criavam representações simbólicas de objectos e pessoas. À luz das capacidades do século XXI, tal tarefa, que chega a envolver 30.000 figurantes em simultâneo, é complexa e recheada de detalhes, fazendo-nos colocar em perspectiva as realizações magníficas de então.
Arthur e Thomas, os chamados "fotógrafos vivos", conseguiram captar estas fantásticas imagens no período de 1915-1920, em plena primeira grande guerra mundial. O seu objectivo era recuperar a imagem da identidade americana no momento em que os Estados Unidos entraram neste conflito em 1917.
A dimensão grandiosa deste projecto assume ainda maiores proporções pelo cariz filantropo dos seus autores, que em vez de prosperarem com a venda das imagens produzidas, doaram todos os lucros aos familiares dos soldados que voltavam do conflito e tentavam refazer as suas vidas.
Já conheçe a nossa newsletter semanal? Receba ao fim de semana o que melhor aqui se falou nos outros dias. Com base na popularidade dos artigos e no nosso criterio editorial, somente o melhor, ao sábado! Assine já!
Os comentários a este artigo são da exclusiva responsabilidade dos seus autores e não veiculam a opinião do obvious sobre as matérias em questão.