O macabro e o grotesco nas esculturas de Kris Kuksi

Publicado em artes e letras por seven em 26 dez 2007 12:24 PM | 5 comentários

 Arte Macabro Bizarro Grotesco Fantastico Surreal Escultura Kris Kuksi

A escultura é apenas uma das múltiplas formas de expressão do americano Kris Kuksi e aquela que melhor serve os seus propósitos de realismo fantástico. Compostas por um conglomerado minucioso de elementos variados, arquitecturas reais ou imaginárias, superestruturas mecânicas e ossadas humanas, as suas peças escultóricas são macabras, grotescas mas, sobretudo, surpreendentes.

As esculturas têm inequivocamente o mérito de reflectir a visão complexa que o seu autor tem do Mundo, o verdadeiro Inferno na Terra nas suas palavras. Os títulos remetem para uma terminologia bíblica - Torre de Babel, Pecado original, Trono de Lúcifer, etc. - e procuram passar uma mensagem mística e até moralista. Goste-se ou não, vale a pena olhar mais demoradamente.

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5 comentários

Que coisa mais Giger que atrai o olhar e ao mesmo tempo causa repulsa... a mesma sensação que tive ao ver o filme Tetsuo.
Abraços.

isabella em 29 de dezembro de 2007 às 03h43

kara, eu achei as imagens simplesmente fantásticas. Há algum tempo eu li uma obra, não me lempro se foi Edgar Allan Poe, onde o autor dizia, o mistério é algo que deveria permanecer como tal, nunca vir á tona. Eu aprecio superficialmente esses assuntos, prefiro não me aprofundar no assunto.

icommercepage em 29 de dezembro de 2007 às 07h19

Lembrei-me também de Giger, Isabella, mas ele vive no meio destas coisas. Não é tão místico; é mais um extravagante.
O Allan Poe é o mestre dos mestres do mistério e do fantástico, icommerce, sem esquecer o H. P. Lovecraft, claro.

seven em 29 de dezembro de 2007 às 21h32

incrível!

Lu em 3 de janeiro de 2008 às 15h17

É óbvio que se trata do grotesco, mas não apenas do grotesco como alheamento do mundo, mas, mais do que isso, do realismo grotesco.´Eu me pergunto se o que nos causa repulsa nesta arte é a corporalidade sem limites, mistura de domínios separados, os ocultos da esculturas ou simplismente a presença da morte (simbolizada pelos crânios presentes em todas as esculturas). Este é o grotesco mais legítico, o mundo mais alheiado, ou uma espécie de 'realismo grotesco', que faz parte de nós e que nos atemorriza por nos mostrar o nosso maior inimigo (invencível), a morte?

João em 9 de abril de 2008 às 18h43

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