Peter Callesen - escultura em papel

Publicado em artes e letras por seven em 17 dez 2007 12:29 PM | 13 comentários

 Arte Escultura Papel Monumental Origami Kirigami Peter Callesen

Parece um pequeno trabalho de origami - ou melhor, kirigami - feito num papel A4. Desenganem-se. O papel é na verdade cartão com 350 gr/m2, a base é uma folha rectangular com 6 metros de comprimento e o castelo mede 3 metros de altura. Surpreendentes, assim são as esculturas de papel recortado do artista dinamarquês Peter Callesen.

 Arte Escultura Papel Monumental Origami Kirigami Peter Callesen

 Arte Escultura Papel Monumental Origami Kirigami Peter Callesen

Na verdade Callesen não chama "esculturas" às suas peças; antes prefere chamar-lhe "instalações". Os trabalhos em papel representam apenas uma parte da sua variada obra que inclui expressões e materiais tão díspares como a água ou o gelo, as performances, o desenho e a pintura. Apesar destas peças de escala monumental serem as mais conhecidas o autor dedica-se também à pequena dobragem de papel, material que constitui a parte mais importante do seu trabalho recente.

A temática é recorrente e presente de uma forma mais ou menos explícita ao longo de toda a sua obra. Aborda um universo de memórias da infância e contos de fadas situadas a meio caminho entre o sonho e a realidade, por vezes com humor, outras vezes com ironia. Nestes trabalhos tudo é puro e irreal: o branco imaculado e a fragilidade efectiva do papel. Os pormenores exibem uma minúcia demasiado real. São, no fundo, cópias de impossibilidades.

 Arte Escultura Papel Monumental Origami Kirigami Peter Callesen

 Arte Escultura Papel Monumental Origami Kirigami Peter Callesen

 Arte Escultura Papel Monumental Origami Kirigami Peter Callesen

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 Arte Escultura Papel Monumental Origami Kirigami Peter Callesen

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13 comentários

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Curioso. O H. C. Andersen, que também era dinamarquês, era praticante da arte dos recortes em papel: http://museum.odense.dk/andersen/klip/billedliste.asp?sprog=engelsk
Muitos deles têm a mesma atmosfera negra, de perda, dos contos dele (incluindo aqueles que vemos normalmente como contos para crianças - que é preciso dizer que na história original a pequena sereia não tem um final feliz!).

tajana em 17 de dezembro de 2007 às 15h01

Muito interessante e bonito.

Tajana, eu não conhecia esse outro lado do Andersen. Mas consigo imaginar a sensação de perda e a atmosfera sombria sendo transmitida nas suas outras formas de expressão. Lembro-me de ser apenas uma criança e ficar encantada com a forma humana com a qual ele tratava os desvalidos. Minha história favorita até hoje é A Pequena Vendedora de Fósforos.

isabella em 17 de dezembro de 2007 às 15h46

O Andersen era de origens muito humildes e não teve uma vida fácil. A simpatia dele não é só para os desvalidos, mas também - e muito - para todos aqueles que têm de abdicar de si mesmos para serem aceites pelos outros, para se parecerem como os outros (e é essa a história da pequena sereia). Tive a sorte de assistir a umas conferências de um professor apaixonado pela obra do Andersen, e foi assim que conheci os recortes.

tajana em 17 de dezembro de 2007 às 16h17

Que bacana. Nada como escutar pessoas apaixonadas pelos seus trabalhos, (quando não são chatas e cheias de si, claro) chega a ser inspirador.

isabella em 17 de dezembro de 2007 às 21h48

Curiosamente a arte oriental do origami e afins conheceu uma expressão muito grande em alguns países ocidentais. A Espanha foi um deles, ao ponto de se falar na "escola espanhola". Provavelmente a Dinamarca estará numa situação idêntica, digo eu.

seven em 17 de dezembro de 2007 às 23h15

Que coisa mais linda e delicada.

Beijo

Erika em 18 de dezembro de 2007 às 09h15

Muito criativo o trabalho. Fico imaginando como é o processo de criação e o trabalho que deve ser concretizá-lo.

Lino em 19 de dezembro de 2007 às 00h04

Existe na FNAC uma (demasiado) pequena secção de livros de origami - na secção do "Livro Prático", onde por vezes se encontra um pequenino livro de dois brasileiros com o título de "Origami Arquitetônico" que tem exclusivamente modelos deste tipo, embora menos elaborados. Também na Sá da Costa da Rua Garret aparece por vezes à venda.

Uma Senhora De Idade Que Passou Por Aqui em 20 de dezembro de 2007 às 04h33

Sugiro-lhe que faça uma pesquisa sobre Masahiro Chatani - aliás já falámos dele aqui no obvious.

seven em 20 de dezembro de 2007 às 12h24

esses trabalhos são demais.....gostaria de aprender e desenvolver com meus alunos.... são lindos demais....parabéns....

simone a.pires agostinho em 14 de janeiro de 2008 às 18h06

Sugiro-lhe que consulte a página pessoal de Peter Callesen, Simone, ou então faça uma pesquisa na net com as palavras "origami" e "kirigami".

seven em 14 de janeiro de 2008 às 23h26

Estou encantada, seu trabalho é mesmo muito bonito, parabéns. Sou professora e gostaria de aprender a fazer mesmo que as partes mais simples.

Lucélia Costa em 14 de setembro de 2008 às 12h23

Vcs n tem mais nda oq faze nao???!!!!

=D

Josefa em 3 de outubro de 2008 às 15h47







 
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