10,000 Maniacs - Natalie Merchant

Publicado em musica por bjr em 5 jan 2008 | 10 comentários

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Os 10,000 Maniacs iniciaram-se no mundo da música no inicio da década de 80, com um alinhamento que repartia o talento vocal de Natalie Merchant com John Lombardo, Robert Buck, Steven Gustafson, Dennis Drew e Jerry Ausugstyniak. These are days é uma daquelas músicas felizes que inspira recordações.

these are days you'll remember

never before and never since, I promise
will the whole world be warm as this
and as you feel it, you'll know it's true
that you are blessed and lucky
it's true, that you are touched by something
that will grow and bloom in you

these are days you'll remember

when May is rushing over you with desire
to be part of the miracles you see in every hour
you'll know it's true, that you are blessed and lucky
it's true, that you are touched by something
that will grow and bloom in you

these are the days
that you might fill with laughter
until you break

these days you might feel a shaft of light
make its way across your face
and when you do
you'll know how it was meant to be
see the signs and know their meaning

you'll know how it was meant to be
hear the signs and
know they're speaking to you
to you

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10 comentários

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Sem sombra de dúvida que os anos 80' foram pródigos em boa música pop - uma excelente colheita. Depois a música comercial passou a dominar demasiado os tops...

seven em 5 de janeiro de 2008

A década de 80 do século XX foi, efectivamente, generosa em música POP de elevada qualidade. Lixo,sempre existiu... Lixo não é sinónimo de comercial,pois - e acreditem que sei do que falo... não digo, porém, porquê - são em bom número os tops (aquelas músicas que empurravam o ambum inteiro)que, bem estruturados a nível ritmíco e harmónico, suportam uma melodia simples e inefável, portanto, de fácil empatia com o ouvido. Pois,é a minha opinião!

CJGil em 6 de janeiro de 2008

Sim, o pop é isso, Gil. Mas também acho que a percentagem de lixo é cada vez maior...

seven em 6 de janeiro de 2008

... Não digo, como tu, que a percentagem é cada vez maior.Digo, isso sim, que é efectivamente grande. O que não retiro, e foi isto que quis dizer, é que, em termos absolutos, é enorme a quantidade de música dita comercial (portanto, conotada pejorativamente) que, pelos motivos que supra referi, é, de facto, de grande qualidade. Tá?

CJGil em 6 de janeiro de 2008

Não digo que não, Gil. Há indivíduos especialistas em fazer dessa música como quem enche chouriços (e de chouriço quem é que não gosta?) A quantidade não é inimiga da qualidade, bem pelo contrário. Zappa, de quem eu gosto particularmente, era prolífico a compor. Se quisermos extrapolar para a pintura, por exemplo, temos Paul Klee que durante a sua vida pintou vários milhares de quadros e não foi por isso que deixou de tocar violino, do qual era exímio intérprete. O Rock and Roll dos anos 50' era uma música fácil, quadrada, de agrado generalizado. Fizeram-se milhares de músicas destas, com três acordes. E quem não gosta de uma boa rockada? ;)

seven em 6 de janeiro de 2008

Seven, o que dizes não sai do domínio do que entendemos por verdade, todavia não torna mentira o que afirmei. Também considero Zappa um génio. Mas até o grande Frank, que não compôs nada fraco,apresenta no seu rol música comercial. Podemos comprová-lo ouvindo-o com os velhinhos Mothers. O jazz, por ex, sempre que se ouve falar de jazz pensa-se imediatamente em música de qualidade... Eu ouço jazz todos os dias - é a única música k passa no bar k frequento -, e olha que me arrepio com a mediocridade de muito do k por lá - e por outros lados, Hot club incuído - passa: um autêntico desfilar (exímio, sim, mas isso não chega - de escalas - modos gregorianos - embebidas num ambiente harmónico dissonante,o qual permite as deambulações... Tocar assim rápido, sem falhas mas sem alma, é bom mas não confere à musica, por si só, qualidade elevada. O Jazz desse tipo, rápido nos solos escritos e no improviso mas sem alma, é, no meu entender, o ramo sonoro da Matemática. Pronto! Contrapõe...

CJGil em 7 de janeiro de 2008

Gostei dessa do "ramo sonoro da Matemática" eheheh... Acho que basicamente estamos de acordo. Ser comercial não é sinónimo de falta de qualidade musical. Mas as rádios, as editoras, etc. martelam-nos com as músicas que querem que ouçamos (consumamos) - a que chamei música comercial - e fazem sombra a tudo o resto. É sobretudo isso que me incomoda embora eu esteja vacinado e saiba onde encontrar a música que quero...

seven em 7 de janeiro de 2008

São bué curtidas estas controvérsias! Desde logo soube que sabes fazer a destrinça e que conheces bem os trilhos. Eu, felizmente, também dispenso o GPS. Fica bem!

CJGil em 7 de janeiro de 2008

Os comentários às vezes são melhores que o próprio artigo... ;)

seven em 7 de janeiro de 2008

... Sem dúvida, Seven, sem dúvida.

CJGil em 7 de janeiro de 2008

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