Espaços escolares fora do vulgar

Quando imaginamos uma escola temos sempre associada uma imagem formal do espaço. Salas de aulas, estudo, ginástica, refeitórios, etc. Essa será por ventura um reflexo dos espaços que conhecemos e outrora frequentamos. No entanto, a diversidade global é vasta e alguns dos espaços poderão ser, no mínimo, curiosos.

Foto: purple cloud
Esta pequena escola situa-se em Amesterdão em regime temporário a aguardar a conclusão de novas instalações. A solução passou pela utilização de contentores de carga, decorados com um extremo bom gosto. Simples, barato, funcional, com gosto. Muito a aprender com os nórdicos.


Fotos: antonogurl
Quem já visitou o Vietnam pode constatar a existência de uma grande zona costeira com cerca de 2000 ilhas de diversos tamanhos. À volta das mesmas existem pequenas comunidades que possuem casas flutuantes, entre as quais, algumas são espaços escolares.

Foto: Reuters
Na provincia de Guizhou, China, esta escola primária está incrustada numa grande caverna natural num sopé montanhoso. Não avaliando condições, à primeira vista poderá ser uma experiência impressionante.
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21 comentários
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Pois. E enquanto isso as escolas portuguesas continuam a ser todas iguais - projecto único para o litoral ou para a Serra da Estrela que é mais barato. E o Ensino cada vez mais igual...
seven em 19 de janeiro de 2008

Gostei do post.
Queria só deixar um reparo, quando diz "temos muito que aprender com os nórdicos", suponho que esteja-se a referir à escola de Amsterdão.
Pois os países nórdicos situam-se no Norte da Europa, nomeadamente Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia e a Islândia e Estónia (onde esses povos deixaram grandes marcas).
Logo, os Países Baixos, não são considerados povos nórdicos.
Cumprimentos
JPM
João Pedro Matos em 19 de janeiro de 2008

É verdade, JPM. A expressão mais correcta seria "nortenhos".
Obrigado pelo reparo. Um abraço.
seven em 19 de janeiro de 2008

nortenhos? eheh, não será tripeiros! ;)
Os Holandeses andam sempre bem inspirados, pudera...
Bluegift em 19 de janeiro de 2008

Não, é mais a Norte ;)
seven em 19 de janeiro de 2008

A escola pública atrás de casa (US) também utiliza containers como salas de aula. Foi a forma que eles encontraram de separar as crianças maiores das menores. O que me incomoda nessa improvisação é a falta de janelas/luz. Mas vejo que isso não é um problema para os nativos que trabalham em ambientes fechados faça frio ou faça sol. Sem abrir as janelas por nada... Imagino se não é por isso que as viroses se espalham e têm mania de grandeza. rss
isabella em 20 de janeiro de 2008

Quantas crianças no mundo terão uma escola em condições?
seven em 20 de janeiro de 2008

Calou fundo, Seven. =/
isabella em 20 de janeiro de 2008

Isabella:
Aqui há quatro anos decorreu neste pobre país o campeonato europeu de futebol, vulgo Euro 2004. Para esse importante acontecimento, sem o qual o país não podia passar, investiu-se uma soma incalculável (nem quero saber quanto) em 10 (DEZ) estádios de futebol novos, uma infraestrutura de primeira necessidade para a vida nacional. Não se pouparam a luxos. Eles lá estão agora, a maioria às moscas...
Entretanto, na escola da minha filha mais nova não há dinheiro para umas miseráveis obras como reparar uns WCs com 30 e tal anos onde as crianças não têm conforto nem higiene. Ou para retirar uns cobertos em chapa de fibrocimento com a mesma idade a cair aos bocados. E pedem-me a mim e aos outros pais dinheiro para comprar os materiais que o sistema de ensino devia fornecer. Os livros também fui eu que os paguei: são muito coloridos mas execráveis.
Entretanto ainda, na escola da minha filha mais velha os alunos escrevem de luvas e sempre que podem metem as mãos nos bolsos por causa do frio, uma vez que a escola não tem aquecimento. Nas salas as mesas e cadeiras estão a cair de velhas e os tacos de madeira do chão estão a saltar. Também me pedem dinheiro para a Associação de Pais fazer uns melhoramentos.
Pois.
O que eu não percebo é que se algum político viesse dizer em campanha que ia construir escolas novas por todo o país, com boas condições, (o que até era barato) e cumprisse, ganhava todas as eleições até 2090...
Isto é que cala fundo. Um dia há-de calar tanto que transbordará.
seven em 20 de janeiro de 2008

Muito bem Seven; muito bem Isabella!
Já agora, mais uma achega sobre este sempre pertinente tema.
Em terra de cegos…
INTENSIDADES DE DEMOCRACIA
Quanto mais inteligente, culto e informado for um Povo, menor será o espaço para a demagogia. A acção dos políticos será analisada em função das circunstâncias, mas também das promessas eleitorais; a penalização ao político prevaricador acontecerá com grande frequência (nos momentos eleitorais), o que conferirá à Democracia uma intensidade elevada.
Numa Democracia de elevada intensidade a opinião pública será mais respeitada pelas elites políticas (bem sei que ela já é o primeiro poder, só que o exerce de forma contrária aos seus próprios interesses, precisamente porque não é respeitada, porque é contrainformada).
Então?..., não valerá a pena trabalhar apenas para as estatísticas?; como dantes, não será melhor informar/formar medianamente (eufemismo) muitos, reservando para poucos o muito, a excelência… Claro, dantes os poucos eram escolhidos - agora não se vê, pelo menos em ecrã gigante, o filme “Discriminação”. Agora a Escola está democratizada!... Pois, tá bem, tá!...
Todos os que mandam na Economia sabem que os recursos dos recursos são os recursos humanos, que só qualificando estes pelo melhor se lá vai em termos de produtividade, qualidade, inovação… Todos sabem isto, mas… Ganhar as próximas, manter o poleiro (para si, familiares, amigos), segurar destaque numa sociedade do estatuto, isso sim, isso é que é verdadeiramente importante.
De maneira que…
Gil em 21 de janeiro de 2008

Pois é isso mesmo, Gil. É pena que quando se fale em "democratizar" isso seja (mal) entendido como "banalizar", nivelar por baixo"... Estou errado?
seven em 22 de janeiro de 2008

... Pelo contrário, Seven. Estás, no meu entender, na razão. É,aliás, uma das inferências que se podem retirar do meu texto.
Gil em 23 de janeiro de 2008

Quer queiramos quer não essa "diferenciação" (eufemismo) é aplicada em todos os países que pretendem qualificar adequadamente os seus recursos humanos. Não digo que o método seja o ideal mas é mais realista e o menos mau - ou a Democracia não também é sistema político menos mau?
seven em 23 de janeiro de 2008

Sim, sem dúvida. A Democracia é... Perfeição? Cadê ela?
P.S. "diferenciação" é, no contexto, um eufemismo, sim!
Gil em 23 de janeiro de 2008

Temos que aceitar que nem todos podem ser médicos. Apenas isso.
seven em 23 de janeiro de 2008

Sim, claro! Pás obras, já! Bem, qualquer dia para se exercer serventia (nunca gostei do termo trolha) nas obras tem que se ter o 3º ciclo de bolonha!
Fica bem!
Gil em 24 de janeiro de 2008

Talvez a qualidade da construção melhorasse. Bem, já não digo nada... :(
seven em 24 de janeiro de 2008

Melhoraria. Os materiais teriam é que ser mais leves e mais polidos.
Gil em 25 de janeiro de 2008

gente este escola e muito bom eu dorei conheçe
eu espero esta com você tbm eu vou pode conheçe muite gente boa, e professores de alta qualidades
biejos ..
dalyna mello em 18 de março de 2008

Aqui em Portugal também existe uma. A Escola Profissional Gil Eanes de Portimão, que lecciona cursos profissionais com equivalência ao 12º ano. O exterior do edifício é vulgar, mas as instalações interiores são diferentes das escolas normais.
Nas mesmas instalações funciona uma escola de línguas, CLCC - Centro de Línguas, Cultura e Comunicação (www.clcc.pt)
Vejam a galeria de imagens em: www.clcc.pt
Já agora, estão abertas as inscrições para o novo ano lectivo. Vão iniciar dois cursos profissionais, com equivalência ao 12º ano de escolaridade.
Mais informações em: www.epge.edu.pt
Pedro Alfarroba em 20 de agosto de 2008

Interessante a adaptação feita em amsterdã enquanto a construção da escola não é concluída.
Você usou um bom termo ao dizer que temos que aprender com eles. Exatamente isso que devemos fazer, não copiar a solução e trazer para o nosso país (no meu caso, o Brasil), pois não funcionaria.
Em uma escola do sul do meu país, devido à precariedade da estrutura edificada, foram criadas salas de aula em containers. Mas a forte incidência solar torna a temperatura insuportável no interior deles. E quando chove ninguém se ouve, pois o material metálico produz muito barulho com a queda dos pingos.
Thiago Henrique em 6 de março de 2009