Nesta altura do ano em que o tempo não ajuda a grandes passeios fora de portas, aproveitamos para pôr alguns assuntos em dia nos momentos de descanso. Para uns é a actualização dos blogs ou a navegação na internet, para outros é o cinema e a leitura. Este fim de semana reservei-o para rever alguns clássicos do cinema, dos quais gostaria de recomendar e partilhar um deles convosco. Quer pelo argumento, fotografia ou banda sonora Frida é um filme que está no meu top e recomendo vivamente.
Como já aqui escrevi anteriormente, Frida Kahlo foi uma pintora mexicana que realizou principalmente auto-retratos nos quais utilizava uma fantasia e estilo inspirados na arte popular do seu país. Aos 16 anos, enquanto estudante, teve um grave acidente que a levou começar a pintar durante a recuperação. Os seus quadros representam fundamentalmente a sua experiência pessoal, em particular os aspectos dolorosos da sua vida que foi em grande parte passada na cama. É expressa a desintegração do seu corpo e o terrível sofrimento que padeceu em obras como "A coluna, 1944".
Deixo-vos um trecho de "The Floating Bed - Elliot Goldenthal" da lindíssima banda sonora do filme:
Para apreciadores o trailer do filme FRIDA, realizado em 2002 por Julie Taymor e alguns vídeos caseiros originais que retratam Frida Kahlo.
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É verdade, Gil, nesse aspecto a Frida sai beneficiada em relação à original.
As pinturas delas são muito esquisitas de facto, Erika. Ela serviu-se da pintura como um meio para minorar a sua dor. Frida pintava para si própria.
Há filmes (muitos, felizmente) que importa ter, Cecília. Este deve ser um deles.
seven em 11 de janeiro de 2008 às 00h06
é um bom filme, mas ler o diário dela é sem dúvido mais intenso e verdadeiro. o filme dá um pouco de cor, talvez a realidade tenha sido mais sombria. aconcelho.