Uma história em seis palavras

Publicado em artes e letras por bjr em 8 jan 2008 06:28 PM | 66 comentários

 Hernest Hemingway Historias Pequenas Seis Palavras

Normalmente não costumo fazer artigos tão pessoais mas, o artigo de ontem do Luís Soares, a propósito do tempo de uma história, fez-me lembrar algo. No meio de tanta tecnologia e tanto mediatismo parece que tudo tem um tempo óptimo para que se cumpra um objectivo, seja ele comercial ou de mera promoção pessoal.

Do ponto de vista tecnológico, onde me sinto mais à vontade, há diversas nuances que recheiam esta temática, com um especial enfoque na forma como novos meios de comunicação são assimilados pela sociedade. No entanto, não é do aspecto tecnológico que quero falar-vos. O artigo do Luís lembrou-me algo que li sobre Hernest Hemingway que, certa vez, foi incitado a escrever uma história completa com apenas seis palavras. Alguns acham que foi na sequência de uma aposta, outros que terá sido um desafio literário para outros autores.

Hemingway escreveu então um história com seis palavras e chamou-lhe o seu melhor trabalho de sempre.

Vende-se: sapatos de bebé, nunca usados.

Pergunto. Quantas palavras usamos para contar uma história? Por vezes a essência é tão forte que, basta muito pouco para mostrar os contornos e a emoção de uma história.

E você? É capaz de contar uma história em seis palavras? Deixe-a aqui, em jeito de comentário.

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66 comentários

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Ela amou de novo. Eu não.

Jorge em 8 de janeiro de 2008 às 19h27

Pensei, existi.Arrisquei-me:sonhei, sorri...morri

Paula Emília em 8 de janeiro de 2008 às 19h30

Mostro-me, não como queria ser.

sunshine em 8 de janeiro de 2008 às 19h53

Qual Hemingway qual quê! Julius Ceasar contou a sua história em três palavras: Veni, vidi, vinci (cheguei, vi, venci)

seven em 8 de janeiro de 2008 às 21h04

Abriu os olhos. Ela não fora.

CJT em 8 de janeiro de 2008 às 21h46

Ele partiu para nunca mais voltar.

palpi em 8 de janeiro de 2008 às 21h48

Um olhar. Cruzado. Uma vida. (Consegui, yes!!)

cadeiradopoder em 8 de janeiro de 2008 às 22h40

Que deserto imenso é o Paraíso!

Mateus em 8 de janeiro de 2008 às 22h55

Ia contar qualquer coisa e esqueci.

paulo marques em 8 de janeiro de 2008 às 23h26

eu vos escolhi a vós outros

Raniere em 9 de janeiro de 2008 às 02h20

...Aceitei. Não consegui mais que isto!

CJGil em 9 de janeiro de 2008 às 03h29

Hoje desafiaram a minha capacidade sintética.

CJGil em 9 de janeiro de 2008 às 03h35

...Verdade! hoje fui muito genialmente desafiado.

CJGil em 9 de janeiro de 2008 às 03h39

ela vivia num castelo de cartas.

Antes Prefiro em 9 de janeiro de 2008 às 08h15

As vezes nem é preciso palavras.

Erika em 9 de janeiro de 2008 às 09h27

Se eu não estiver mais aqui.

MArco Andrade em 9 de janeiro de 2008 às 11h32

morri, dai entao vi que perdi

Rodolpho em 9 de janeiro de 2008 às 15h03

O que eu falaria se pudesse?

kennedy rafael em 9 de janeiro de 2008 às 15h57

Ela disse: - Até nunca mais ver!

kennedy rafael em 9 de janeiro de 2008 às 15h59

Protestei, mas não mudei o Mundo!

CJGil em 9 de janeiro de 2008 às 19h03

Certo gajo era um grande utópico!

CJGil em 9 de janeiro de 2008 às 19h06

Eles prometem muito. Cumprem muito... pouco!

CJGil em 9 de janeiro de 2008 às 19h08

Mostraram-lhe tudo, mas ele não viu!

CJGil em 9 de janeiro de 2008 às 19h11

Precisa-se: de sapato, somente pé direito.

Andrea em 9 de janeiro de 2008 às 19h31

Gente, me desculpa a insenbilidade, despreparo ou ignorância mesmo... Mas não entendi a história do Hemingway... Será que alguém pode explicar?

Juliana em 9 de janeiro de 2008 às 19h54

Gil, pelas minhas contas essa história já vai em... 42 palavras. Já dá para um novela :)

seven em 9 de janeiro de 2008 às 22h19

No cansaço do fim do dia...ler, faz-me bem à alma.

helena em 9 de janeiro de 2008 às 22h22

Seven, reconheço que fui chato! O que é que se há-de fazer?!!!

CJGil em 9 de janeiro de 2008 às 22h33

Eu percebo. Todos temos as nossas obsessões, como a Angelina, por exemplo :)

seven em 9 de janeiro de 2008 às 22h36

Reconheço...

CJGil em 9 de janeiro de 2008 às 22h40

Se for por uma boa causa...

seven em 9 de janeiro de 2008 às 22h50

Pois...

CJGil em 10 de janeiro de 2008 às 01h47

Vende-se: fato novo, nunca antes usado.

Silver_Fox em 10 de janeiro de 2008 às 16h22

Os exemplos são interessantes, mas a carga emocional conseguida pelo Hemingway é impressionante. Acho que é preciso ser artista para conseguir o mesmo.

Bluegift em 10 de janeiro de 2008 às 17h53

Ó "Bluegift", só dizes carga emocional pois trata-se de um autor conhecido, provavelmente se fosse um mendigo pelo qual passas todos os dias que te disse-se isso, nem ligarias.

Carlos Fonseca em 11 de janeiro de 2008 às 12h51

Quem sou?
Se alguém souber conte-me.

Fernando web/designer Gráfico em 11 de janeiro de 2008 às 16h09

Carlos: fosse ou não fosse um mendigo que o dissesse (sic), o facto é que a frase tem um dramatismo intenso.

seven em 12 de janeiro de 2008 às 00h14

Carlos, faz a experiência, a sério. Copia todas as frases que foram escritas aqui e outras que quiseres e mistura a do Hemingway. Pede a várias pessoas que assinalem a que conta melhor uma estória e vê o resultado ;)
Há uma série delas aqui que estão muito bem conseguidas, concordo, mas aposto que ganha a do Hemingway.

bluegift em 12 de janeiro de 2008 às 22h18

Sem dúvida, blue. Não é por ser curta que a frase deixa de ser complexa e profunda. Provavelmente levou muito tempo a chegar àquela forma.

seven em 12 de janeiro de 2008 às 22h29

Até o Hemingwuei por vezes exagerava!


É que aquele, embora pejado de emoção - uma bomba mesmo, tal não é a concentração, a quantidade astronómica de química contida num espaço tão exíguo -, não foi, tenho para mim, o seu melhor trabalho de sempre.

CJGil em 13 de janeiro de 2008 às 19h16

Estava a morrer... Ela sabia disso!

CJGil em 13 de janeiro de 2008 às 19h19

Nada mal, Gil, nada mal. Mesmo assim prefiro o Hemingway. Qual então o melhor trabalho dele?

seven em 13 de janeiro de 2008 às 22h32

Seven, sou tolo mas não tolinho! Tb prefriro a do Hemingwei. É pá, o melhor trabalho dele... (complicado, não?) talvez " O Velho e o Mar " ou " Por quem os Sinos Dobram "; complicado, mas não ao ponto de ter dúvidas que, e mais uma vez no meu entender, qualquer um destes ou mesmo " O Sol Também se Levanta " - os dois últimos de influência cultural sado-faunística Ibérica (espanhola, mais precisamente) - são trabalhos mais profundos do que a genial estória em meia dúzia de palavras.
Fica bem!

CJGil em 14 de janeiro de 2008 às 02h37

São coisas que não têm comparação, obviamente. "Por quem os sinos dobram" é excelente.

seven em 14 de janeiro de 2008 às 10h53

a melhor que eu conheço, contava-se nas aulas de latim. Um disputa entre dois amigos, sobre qual deles conseguiria fazer a frase mais curta. Saiu assim:
- Eo rus. (vou ao campo)
- I. (vai)

E com três palavras se faz um diálogo!!!

alx em 24 de janeiro de 2008 às 16h17

Essa é tão curta como o célebre "Veni, vidi, vinci" de Julius Caesar, o que demonstra que afinal os romanos afinal não eram loucos, como diziam os gauleses...
Obrigado pelo seu comentário, Alx.

seven em 24 de janeiro de 2008 às 20h51

ÓTIMO E PROFUNDO, COMO AUGUSTO DOS ANJOS POETA, FATALISTA [VER PSÍCOLOGIA DE UM VENCIDO] ,NÓS NÃO SABEMOS SE O BEBE, FOI NATIMORTO OU NÃO

ALDI VARELLA PIO em 17 de fevereiro de 2008 às 00h01

Eu e Élita nos amamos eternamente

Ambrósio em 4 de setembro de 2008 às 06h27

[O Trágico Dilema]
Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro.
Mário Quintana


sauihsaiuhs :)

Gabi em 4 de setembro de 2008 às 08h08

damos valor quando perdemos

gabi em 4 de setembro de 2008 às 17h47

Sábado partirei. Aos amigos, um brinde !

Ana Paula em 4 de setembro de 2008 às 20h22


Mal sabe ele, argumentei pensativa. Au revoir.

Ana Paula em 4 de setembro de 2008 às 20h31

Nem tudo que passa é passageiro.

Madruga em 7 de setembro de 2008 às 00h20

[Ele liga de longe e diz]
Ontem dormi com outra mulher.Fim.

Alice em 7 de setembro de 2008 às 23h51

O caminho diminui, a idade aumenta.

ines em 8 de setembro de 2008 às 03h07

Carpe Diem!!
:D
aha estas 2 palavras têm mt mais significado k palavras sem sentido de ser :)
ou talvez seja um poco insensivel pra n compreender a grandeza da frase x)
Com minha opinião opinada, me despeço...

graça em 8 de setembro de 2008 às 13h42

eu só sei contar até seis.

João Grando em 8 de setembro de 2008 às 18h07

Tenho uma azia que não me deixa dormir: 8.
Eu já sabia mas não quis dizer nada: 8
Só tenho arrelias: 3.
Sofro dos nervos: 3

Ok ok. Isso em Inglês teria sido: "For sale: baby shoes, never used", não?

Eu vou, mas volto.

são em 8 de setembro de 2008 às 18h30

a amo ela ao contrario não

bill em 9 de setembro de 2008 às 03h45

Ela chegou, e minha garganta secou...

Felipe em 10 de setembro de 2008 às 02h55

Ti contei? Contei não? Contá intão!

Claríssima Amelie e lilsunbeam em 10 de setembro de 2008 às 04h14

"Eu sou o caminho, a verdade e a vida!"

denise em 22 de setembro de 2008 às 20h21

gostei muito da do João Grando.

flora em 23 de setembro de 2008 às 03h09

Sei escrever, mas não trocar minha fralda.

flora em 23 de setembro de 2008 às 03h13

conheci.. tive medo.. amei.. sofri.....(minha histoaria buá.. qui triste..)=[

Dayane em 27 de setembro de 2008 às 23h57

pessoal... tava lendo e só queria entender estas "discussao" em relãção á "hemingway", que por sinal não conheço, mas vou procurar conhecer, pq realmente fiquei curiosa....mais naum intendi nada!

Dayane em 29 de setembro de 2008 às 04h54







 
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