Uma história em seis palavras

Normalmente não costumo fazer artigos tão pessoais mas, o artigo de ontem do Luís Soares, a propósito do tempo de uma história, fez-me lembrar algo. No meio de tanta tecnologia e tanto mediatismo parece que tudo tem um tempo óptimo para que se cumpra um objectivo, seja ele comercial ou de mera promoção pessoal.
Do ponto de vista tecnológico, onde me sinto mais à vontade, há diversas nuances que recheiam esta temática, com um especial enfoque na forma como novos meios de comunicação são assimilados pela sociedade. No entanto, não é do aspecto tecnológico que quero falar-vos. O artigo do Luís lembrou-me algo que li sobre Hernest Hemingway que, certa vez, foi incitado a escrever uma história completa com apenas seis palavras. Alguns acham que foi na sequência de uma aposta, outros que terá sido um desafio literário para outros autores.
Hemingway escreveu então um história com seis palavras e chamou-lhe o seu melhor trabalho de sempre.
Vende-se: sapatos de bebé, nunca usados.
Pergunto. Quantas palavras usamos para contar uma história? Por vezes a essência é tão forte que, basta muito pouco para mostrar os contornos e a emoção de uma história.
E você? É capaz de contar uma história em seis palavras? Deixe-a aqui, em jeito de comentário.
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66 comentários
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Ela amou de novo. Eu não.
Jorge em 8 de janeiro de 2008 às 19h27
Pensei, existi.Arrisquei-me:sonhei, sorri...morri
Paula Emília em 8 de janeiro de 2008 às 19h30
Mostro-me, não como queria ser.
sunshine em 8 de janeiro de 2008 às 19h53
Qual Hemingway qual quê! Julius Ceasar contou a sua história em três palavras: Veni, vidi, vinci (cheguei, vi, venci)
seven em 8 de janeiro de 2008 às 21h04
Abriu os olhos. Ela não fora.
CJT em 8 de janeiro de 2008 às 21h46
Ele partiu para nunca mais voltar.
palpi em 8 de janeiro de 2008 às 21h48
Um olhar. Cruzado. Uma vida. (Consegui, yes!!)
cadeiradopoder em 8 de janeiro de 2008 às 22h40
Que deserto imenso é o Paraíso!
Mateus em 8 de janeiro de 2008 às 22h55
Ia contar qualquer coisa e esqueci.
paulo marques em 8 de janeiro de 2008 às 23h26
eu vos escolhi a vós outros
Raniere em 9 de janeiro de 2008 às 02h20
...Aceitei. Não consegui mais que isto!
CJGil em 9 de janeiro de 2008 às 03h29
Hoje desafiaram a minha capacidade sintética.
CJGil em 9 de janeiro de 2008 às 03h35
...Verdade! hoje fui muito genialmente desafiado.
CJGil em 9 de janeiro de 2008 às 03h39
ela vivia num castelo de cartas.
Antes Prefiro em 9 de janeiro de 2008 às 08h15
As vezes nem é preciso palavras.
Erika em 9 de janeiro de 2008 às 09h27
Se eu não estiver mais aqui.
MArco Andrade em 9 de janeiro de 2008 às 11h32
morri, dai entao vi que perdi
Rodolpho em 9 de janeiro de 2008 às 15h03
O que eu falaria se pudesse?
kennedy rafael em 9 de janeiro de 2008 às 15h57
Ela disse: - Até nunca mais ver!
kennedy rafael em 9 de janeiro de 2008 às 15h59
Protestei, mas não mudei o Mundo!
CJGil em 9 de janeiro de 2008 às 19h03
Certo gajo era um grande utópico!
CJGil em 9 de janeiro de 2008 às 19h06
Eles prometem muito. Cumprem muito... pouco!
CJGil em 9 de janeiro de 2008 às 19h08
Mostraram-lhe tudo, mas ele não viu!
CJGil em 9 de janeiro de 2008 às 19h11
Precisa-se: de sapato, somente pé direito.
Andrea em 9 de janeiro de 2008 às 19h31
Gente, me desculpa a insenbilidade, despreparo ou ignorância mesmo... Mas não entendi a história do Hemingway... Será que alguém pode explicar?
Juliana em 9 de janeiro de 2008 às 19h54
Gil, pelas minhas contas essa história já vai em... 42 palavras. Já dá para um novela :)
seven em 9 de janeiro de 2008 às 22h19
No cansaço do fim do dia...ler, faz-me bem à alma.
helena em 9 de janeiro de 2008 às 22h22
Seven, reconheço que fui chato! O que é que se há-de fazer?!!!
CJGil em 9 de janeiro de 2008 às 22h33
Eu percebo. Todos temos as nossas obsessões, como a Angelina, por exemplo :)
seven em 9 de janeiro de 2008 às 22h36
CJGil em 9 de janeiro de 2008 às 22h40
Se for por uma boa causa...
seven em 9 de janeiro de 2008 às 22h50
CJGil em 10 de janeiro de 2008 às 01h47
Vende-se: fato novo, nunca antes usado.
Silver_Fox em 10 de janeiro de 2008 às 16h22
Os exemplos são interessantes, mas a carga emocional conseguida pelo Hemingway é impressionante. Acho que é preciso ser artista para conseguir o mesmo.
Bluegift em 10 de janeiro de 2008 às 17h53
Ó "Bluegift", só dizes carga emocional pois trata-se de um autor conhecido, provavelmente se fosse um mendigo pelo qual passas todos os dias que te disse-se isso, nem ligarias.
Carlos Fonseca em 11 de janeiro de 2008 às 12h51
Quem sou?
Se alguém souber conte-me.
Fernando web/designer Gráfico em 11 de janeiro de 2008 às 16h09
Carlos: fosse ou não fosse um mendigo que o dissesse (sic), o facto é que a frase tem um dramatismo intenso.
seven em 12 de janeiro de 2008 às 00h14
Carlos, faz a experiência, a sério. Copia todas as frases que foram escritas aqui e outras que quiseres e mistura a do Hemingway. Pede a várias pessoas que assinalem a que conta melhor uma estória e vê o resultado ;)
Há uma série delas aqui que estão muito bem conseguidas, concordo, mas aposto que ganha a do Hemingway.
bluegift em 12 de janeiro de 2008 às 22h18
Sem dúvida, blue. Não é por ser curta que a frase deixa de ser complexa e profunda. Provavelmente levou muito tempo a chegar àquela forma.
seven em 12 de janeiro de 2008 às 22h29
Até o Hemingwuei por vezes exagerava!
É que aquele, embora pejado de emoção - uma bomba mesmo, tal não é a concentração, a quantidade astronómica de química contida num espaço tão exíguo -, não foi, tenho para mim, o seu melhor trabalho de sempre.
CJGil em 13 de janeiro de 2008 às 19h16
Estava a morrer... Ela sabia disso!
CJGil em 13 de janeiro de 2008 às 19h19
Nada mal, Gil, nada mal. Mesmo assim prefiro o Hemingway. Qual então o melhor trabalho dele?
seven em 13 de janeiro de 2008 às 22h32
Seven, sou tolo mas não tolinho! Tb prefriro a do Hemingwei. É pá, o melhor trabalho dele... (complicado, não?) talvez " O Velho e o Mar " ou " Por quem os Sinos Dobram "; complicado, mas não ao ponto de ter dúvidas que, e mais uma vez no meu entender, qualquer um destes ou mesmo " O Sol Também se Levanta " - os dois últimos de influência cultural sado-faunística Ibérica (espanhola, mais precisamente) - são trabalhos mais profundos do que a genial estória em meia dúzia de palavras.
Fica bem!
CJGil em 14 de janeiro de 2008 às 02h37
São coisas que não têm comparação, obviamente. "Por quem os sinos dobram" é excelente.
seven em 14 de janeiro de 2008 às 10h53
a melhor que eu conheço, contava-se nas aulas de latim. Um disputa entre dois amigos, sobre qual deles conseguiria fazer a frase mais curta. Saiu assim:
- Eo rus. (vou ao campo)
- I. (vai)
E com três palavras se faz um diálogo!!!
alx em 24 de janeiro de 2008 às 16h17
Essa é tão curta como o célebre "Veni, vidi, vinci" de Julius Caesar, o que demonstra que afinal os romanos afinal não eram loucos, como diziam os gauleses...
Obrigado pelo seu comentário, Alx.
seven em 24 de janeiro de 2008 às 20h51
ÓTIMO E PROFUNDO, COMO AUGUSTO DOS ANJOS POETA, FATALISTA [VER PSÍCOLOGIA DE UM VENCIDO] ,NÓS NÃO SABEMOS SE O BEBE, FOI NATIMORTO OU NÃO
ALDI VARELLA PIO em 17 de fevereiro de 2008 às 00h01
Eu e Élita nos amamos eternamente
Ambrósio em 4 de setembro de 2008 às 06h27
[O Trágico Dilema]
Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro.
Mário Quintana
sauihsaiuhs :)
Gabi em 4 de setembro de 2008 às 08h08
damos valor quando perdemos
gabi em 4 de setembro de 2008 às 17h47
Sábado partirei. Aos amigos, um brinde !
Ana Paula em 4 de setembro de 2008 às 20h22
Mal sabe ele, argumentei pensativa. Au revoir.
Ana Paula em 4 de setembro de 2008 às 20h31
Nem tudo que passa é passageiro.
Madruga em 7 de setembro de 2008 às 00h20
[Ele liga de longe e diz]
Ontem dormi com outra mulher.Fim.
Alice em 7 de setembro de 2008 às 23h51
O caminho diminui, a idade aumenta.
ines em 8 de setembro de 2008 às 03h07
Carpe Diem!!
:D
aha estas 2 palavras têm mt mais significado k palavras sem sentido de ser :)
ou talvez seja um poco insensivel pra n compreender a grandeza da frase x)
Com minha opinião opinada, me despeço...
graça em 8 de setembro de 2008 às 13h42
eu só sei contar até seis.
João Grando em 8 de setembro de 2008 às 18h07
Tenho uma azia que não me deixa dormir: 8.
Eu já sabia mas não quis dizer nada: 8
Só tenho arrelias: 3.
Sofro dos nervos: 3
Ok ok. Isso em Inglês teria sido: "For sale: baby shoes, never used", não?
Eu vou, mas volto.
são em 8 de setembro de 2008 às 18h30
a amo ela ao contrario não
bill em 9 de setembro de 2008 às 03h45
Ela chegou, e minha garganta secou...
Felipe em 10 de setembro de 2008 às 02h55
Ti contei? Contei não? Contá intão!
Claríssima Amelie e lilsunbeam em 10 de setembro de 2008 às 04h14
"Eu sou o caminho, a verdade e a vida!"
denise em 22 de setembro de 2008 às 20h21
gostei muito da do João Grando.
flora em 23 de setembro de 2008 às 03h09
Sei escrever, mas não trocar minha fralda.
flora em 23 de setembro de 2008 às 03h13
conheci.. tive medo.. amei.. sofri.....(minha histoaria buá.. qui triste..)=[
Dayane em 27 de setembro de 2008 às 23h57
pessoal... tava lendo e só queria entender estas "discussao" em relãção á "hemingway", que por sinal não conheço, mas vou procurar conhecer, pq realmente fiquei curiosa....mais naum intendi nada!
Dayane em 29 de setembro de 2008 às 04h54