
O Lamson tube de que falámos aqui ontem destinou-se, entre as suas múltiplas aplicações, a efectuar pagamentos nas lojas e demais estabelecimentos comerciais. Desconfiados, os proprietários e gerentes garantiam assim que o dinheiro não passasse pelas mãos dos seus empregados de balcão e viesse directamente para uma secção financeira central onde eram feitas todas as operações de caixa e onde o controle era mais fácil. Muitos outros sistemas deste género foram utilizados, sobretudo nos grandes armazéns tão comuns nas grandes cidades europeias e norte-americanas, tendo como base processos tão engenhosos e rebuscados como os tubos pressurizados, os teleféricos ou os elevadores.

Um sistema bastante comum consistia num teleférico de cabos suspensos do tecto que percorria todo o edifício com origem no departamento financeiro e paragem nos pontos de venda e atendimento. Toda esta instalação, lembrando uma linha de caminho de ferro em miniatura, movida por uma pequena caldeira a vapor e, mais tarde, por um motor eléctrico, fazia deslocar pequenas vagonetas.

As cash-balls era pequenas cápsulas esféricas que dispensavam motorização, uma vez que deslizavam por gravidade em calhas metálicas inclinadas até aos pontos de venda e no sentido inverso. Pouco prático e muito barulhento, este sistema teve, apesar de tudo, uma alguma aplicação.

Outras soluções imaginativas foram também utilizadas. Uma delas, um projéctil semelhante a um dardo, evocava claramente os jogos de feiras onde os jovens mediam a sua força. O nome do mecanismo era, aliás, apropriado: dart (dardo). Accionando uma corda fazia-se comprimir uma mola que depois de solta propulsionava o projéctil ao longo de um cabo horizontal. Genial.

Já os elevadores ou monta-cargas funcionavam na vertical, obviamente, e foram talvez os mais comuns. O seu manuseamento era quase sempre manual, através de uma corda com um contrapeso que fazia deslizar uma pequena cabine ou um cesto de rede onde se colocava um saco com o dinheiro.
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